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Saiba o que faz o trabalhador brasileiro mudar de emprego

Plano de carreira e reconhecimento profissional são os principais motivos que levam os colaboradores de uma empresa à procura de um novo trabalho

SÃO PAULO – O brasileiro parece ter perdido o medo de mudar de emprego e passou a buscar melhores salários e novos desafios com muito mais frequência. De acordo com o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), o índice de trabalhadores que estão há mais de cinco anos na mesma empresa caiu de 41,9% em 2006 para 36,4%, em abril de 2012.

Mas o que será que tem levado tantos profissionais à procura de novas oportunidades? Segundo uma recente pesquisa do InfoJobs, a falta de um plano de carreira e pouco reconhecimento profissional. “Dos 30 mil profissionais consultados pelo estudo, 65,68% deles afirmaram buscar novas oportunidades pelo interesse em um plano de carreira. Já a parcela que afirmou estar em busca de reconhecimento profissional, entretanto, foi de 65,28%”, detalhou a pesquisa.

Salário não é tão importante
E por mais incrível que possa parecer, o salário, tido por muitos como o principal motivador dos trabalhadores, ocupou apenas a terceira posição do ranking. “55,93% dos consultados informaram que sua busca por uma nova oportunidade é motivada por uma melhor remuneração”, explica a pesquisa.

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“Apenas oferecer um salário mais vantajoso não é o suficiente para reforçar seu time com os melhores talentos. O profissional de hoje quer trabalhar em uma empresa que reconheça seu desempenho, invista em seu desenvolvimento e lhe ofereça um plano de carreira”, afirma o COO do InfoJobs no Brasil, Joan Pallarès.

Entre os itens que se mostraram menos decisivos para incentivar uma mudança de emprego estão a flexibilidade de horários, com 8,71% dos votos e os programas de participação nos lucros e resultados, com 6,52% das menções.

“Benefícios atraentes e um bom ambiente de trabalho são requisitos mínimos para manter funcionários motivados e comprometidos. Para a empresa, o processo de retenção de talentos começa logo na contratação, quando o gestor deve procurar os perfis profissionais e psicológicos que mais se enquadrem à cultura da empresa”, diz o COO.