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Saiba o que envolve uma negociação de aumento salarial

Consultor diz que aumento de salário depende de melhoria de cargo passa por relevância do cargo e desempenho

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SÃO PAULO – Era dos talentos, geração Y, atração de pessoas, déficit de recursos humanos. Muitos são os temas que se inserem na nova realidade do mercado de trabalho e da gestão de pessoas atualmente. Mesmo em um contexto de transformação, uma ação ainda é alvo constante das dúvidas entre gestores de recursos humanos e diretores de empresas: como proceder em pedidos de aumento de salário ou promoção de cargos? 

O diretor executivo da Ricardo Xavier consultoria em Recursos Humanos, João Xavier, explica ao Portal InfoMoney que a decisão sobre aumento de salário, melhoria de cargo ou evolução dentro da corporação passa por duas análises. “Primeiramente a posição desse cargo, a relevância dele dentro da organização e quão estratégico ele é na ocasião do pedido desse aumento”, diz Xavier. “Em um segundo momento, é preciso ponderar o resultado, o desempenho, a competência do profissional. Que resultados ele apresentou, fazer uma conexão entre o que a empresa espera de determinado profissional e quanto ele correspondeu disso”, acrescenta Xavier. 

Essa avaliação, segundo Xavier, não está diretamente conectada ao tempo de empresa do funcionário, conforme determinam algumas análises de senso comum. “Na realidade, é cada vez menor o número de empresas onde temos aqueles funcionários que completam 20, 25 anos de trajetória, então essa realidade está diferente. O desempenho é que efetivamente conta”, diz Xavier. 

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Merecimento
Para fazer a avaliação criteriosa sobre o merecimento ou não do funcionário, Xavier recomenda que, além do próprio desempenho e qualidade do trabalho, que se faça uma análise do que o mercado está pagando para um profissional com função igual ou semelhante. “Isso é fundamental para se ter uma dimensão sobre o comportamento do mercado”, analisa Xavier. Também considera importante avaliar a inserção dele dentro do departamento da empresa, e sua relação com os demais colaboradores. 

Mesmo que a proposta não pareça justa, em um primeiro momento, Xavier recomenda o caminho do diálogo e da comunicação para todas as situações. “O funcionário deve ser ouvido e considerado, por mais que não proceda a proposta dele, aquela visão é real para ele, e deve ser levada em conta, até para conhecer a ideia que ele faz do processo de gestão e remuneração”, diz João Xavier. 

Transparência
O consultor lembra que essa relação de comunicação transparente ajuda na relação com os demais funcionários da equipe. “O melhor caminho é a transparência, para que os colaboradores entendam o que é valorizado, qual o plano de carreira previsto para os profissionais e que desempenho e comportamento são esperados de cada um. Dessa forma, um possível aumento ou promoção terá o entendimento coletivo”, diz Xavier. 

“Em média, hoje, os gestores não conseguem transmitir com clareza o que as empresas exigem dos profissionais, quanto a comportamentos e filosofias, além de terem dificuldade de dar um feedback. Se os colaboradores enxergarem justiça nas promoções, não haverá reclamação”, explica Xavier. Segundo o consultor, o ideal, para áreas em que isso é possível, é um sistema de remuneração variável. “Como em uma equipe comercial, onde quem vende mais ganha maior comissão”. 

Se o momento da empresa não é favorável para a concessão de aumentos, a recomendação do especialista é franqueza. “Vale uma abordagem clara, objetiva, mostrando o momento da empresa, e a perspectiva daquele aumento ou promoção ocorrer no futuro. Ainda que não haja uma perspectiva a curto prazo, a transparência das informações é sempre o melhor caminho”, analisa Xavier.