Saiba o que avaliar antes de trabalhar em uma empresa que está começando

Para especialista, decisão depende de vários fatores, entre eles, o momento de vida pelo qual está passando o profissional

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SÃO PAULO – O bom momento pelo qual passa a economia nacional e a vontade de ser o próprio patrão podem fazer com que muita gente decida por abrir o próprio negócio. Contudo, essas pessoas não irão trabalhar sozinhas e certamente precisarão da colaboração de outros profissionais. Nesta hora, fica a dúvida: vale a pena trabalhar em uma empresa que está começando?

De acordo com o CEO do Great Place to Work Brasil, Ruy Shiozawa, a decisão depende de vários fatores, entre eles, o momento de vida do profissional. Isso porque, explica, ao contrário de uma empresa já estabelecida, uma companhia que está iniciando suas atividades pode proporcionar muitos ganhos, mas também grandes riscos.

“É preciso deixar claro que não há uma resposta 100% certa. Contudo, a pessoa deve estar ciente dos riscos. Se ela tem perfil inovador, por exemplo, pode ser uma boa oportunidade. Por outro lado, se ela está em um momento de grandes decisões na sua vida pessoal, como um casamento ou a chegada de um filho, talvez não seja o melhor momento para arriscar”.

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Perfil generalista
O especialista diz ainda que é prudente se informar sobre a empresa e o setor no qual ela está se inserindo e, antes de aceitar qualquer proposta, observar se os valores da empresa são compatíveis com o do profissional.

O diretor da unidade paulista da De Bernt Entschev Human Capital, Júlio Bonrruquer, concorda e ressalta que as pessoas que aceitam trabalhar em companhias que estão começando devem ter perfil generalista.

“Provavelmente, a pessoa que já teve vivência em várias áreas terá mais facilidade para trabalhar em uma empresa com este perfil, visto que a possibilidade de que ela tenha que se envolver em diversos setores é grande”, diz Bonrruquer.

Prós e contras
No geral, dizem os especialistas, uma empresa que está iniciando as atividades oferece maior oportunidade criativa, vivência mais próxima com líderes e gestores e mais facilidade, por exemplo, de emplacar ideias, ser valorizado e obter uma promoção.

Em contrapartida, o profissional pode encontrar menores salários, falta de estrutura e de um plano de desenvolvimento consolidado.