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SÃO PAULO – Passado o período de hiperinflação, o brasileiro conseguiu planejar seu orçamento. Foi neste momento de estabilização econômica que ele começou a usar produtos como o seguro de vida. Porém, muitas dúvidas ainda surgem no momento da contratação e, dentre elas, está sobre como calcular o valor da apólice.
De acordo com o diretor-executivo de Riscos Pessoais da Mapfre, Caio Valli, a apólice é uma garantia que se deixa para a família, em caso de a pessoa morrer ou ficar impossibilitada de trabalhar. Por isso, é preciso analisar o que se precisa para que companheiro(a) e filhos consigam se reerguer financeiramente.
Cálculo
A forma mais simples de calcular o valor da apólice é multiplicar o valor do salário do segurado pelo tempo que a família precisa para se reerguer, adicionando isso, de acordo com Valli, também ao patrimônio que se possui.
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“O seguro de um jovem com apartamento e carro financiados é mais caro, porque ele precisa de uma apólice maior”, explicou, sobre o fato de que deve estar também na apólice aquilo que se deve, para que a família possa arcar com isso.
Além disso, o valor da apólice também depende da idade do contratante. “Sem dúvida, quanto mais o tempo passa, mais caro ele fica. Próximo dos 70 anos vai ficar inviável. Isso porque o risco de morte aumenta, já que a pessoa está mais exposta a doenças”, explicou o diretor-executivo.
Outro ponto a ser levado em consideração é a atividade que a pessoa exerce. Quem fica sentado no escritório durante todo um dia está exposto a menos riscos do que aquela pessoa que trabalha na construção civil.
O cálculo da apólice também inclui o estilo de vida do segurado, o que significa que, se ele é fumante, há aumento do valor da apólice, já que a sinistralidade (chance de acontecer aquilo que se espera) cresce.
Consciência
Conforme explicou Valli, a consciência sobre o seguro de vida surge quando a pessoa começa a constituir uma família, em torno dos 30 anos, que é a idade mais adequada para adquirir o produto, já que os seguros costumam ser mais baratos quando a pessoa tem mais tempo para acumular.
“O brasileiro busca fazer seguro de vida para ter uma garantia em caso de morte ou invalidez, não para ter dinheiro guardado. A cultura de seguro de vida e previdência privada tem crescido nos últimos anos”, afirmou.
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Entre a previdência privada e o seguro de vida, Valli afirmou que é interessante que se tenha os dois produtos no planejamento financeiro, um para garantir aposentadoria tranquila e o outro para o caso de fatalidade.