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Rotatividade de CEOs no Brasil cresce e fica acima da média global

Segundo estudo, maior parte das substituições foi planejada e ocorreu pelo fato dos executivos não atingirem o esperado

SÃO PAULO – Entre 2010 e 2011, a rotatividade de CEOs no Brasil cresceu de 16,8% para 22,8%, superando em 8,6 pontos percentuais a média global de 14,2%. Os dados fazem parte da 12ª edição da pesquisa CEO Sucession, elaborada pela Booz & Company.

De acordo com o estudo, no Brasil, a maior parte das substituições foi planejada e ocorreu pelo fato dos executivos não terem atingido os resultados esperados em um período de grande expectativa.

Além disso, revela a pesquisa, as trocas de comando aconteceram mais nas grandes empresas; isso porque a visibilidade do CEO nestas companhias é maior, o que, consequentemente, resulta em maior cobrança.

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Mundo
No que diz respeito à rotatividade de CEOs nas 2.500 maiores empresas de capital aberto no mundo, o levantamento mostra que o índice de 14,2% aponta uma volta aos níveis registrados antes da recessão.

Por setor, os segmentos de energia, telecomunicações e serviços de utilidade pública foram os que mais trocaram de liderança no ano passado, 19%, 18% e 16%, respectivamente. No setor diversificado, as mudanças de liderança aconteceram a uma taxa de apenas 6%.

Em 2011, 22% dos novos CEOs vieram de fora de suas organizações, sendo que este número é significativamente maior na Europa Ocidental (31%). Apesar do grande número de executivos contratados no mercado, o estudo aponta que os CEOs promovidos dentro da empresa foram os que tiveram melhor desempenho no ano passado, gerando retornos maiores para os acionistas, 4,4% acima da média.

Chairman
Ainda conforme a pesquisa da Booz & Company, quando o assunto são os CEOs que estão deixando o cargo, em muitos casos, eles não são desligados imediatamente da empresa. Por reconhecerem a pressão enfrentada pelo nova liderança, algumas companhias optam por adotar um modelo”mentor-aprendiz”, nomeando chairman o antigo líder.

Na América do Norte, 37% dos CEOs que deixaram o cargo em movimentos de sucessão planejada foram nomeados chairmans. No Japão, este número sobe para 63%, enquanto na Europa recua para 17%.