Rotatividade de CEOs brasileiros desacelera para 14,9% em 2009

Globalmente, a taxa de sucessão apresentou alta de 0,6 p.p no período que compreende os anos de 2003 a 2008, frente a 2009

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SÃO PAULO – A rotatividade de CEOs (diretores-executivos) brasileiros desacelerou em 2009. Segundo dados de um estudo sobre sucessão de CEOs, realizado pela Booz & Company, no ano passado, o índice de sucessão no Brasil ficou em 14,9%, enquanto que a média apurada no País entre 2003 e 2008 era de 16,5%.

Dessa forma, o percentual brasileiro se aproximou da média global, de 14,3% e apresentou diferença de 1,4 ponto percentual em relação à taxa apurada na América do Sul, de 13,5%. De acordo com a pesquisa, o resultado sul-americano reflete uma importante redução da rotatividade na região em 2009, uma vez que os índices registrados no continente entre 2007 e 2008 giravam em torno dos 18%.

O Brasil, ainda conforme o estudo, é um dos grandes responsáveis pelo resultado alcançado pela América do Sul, já que responde por 75% das sucessões na região.

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Média geral
Globalmente, a taxa de sucessão apresentou alta de 0,6 ponto percentual no período que compreende os anos de 2003 a 2008, em relação ao ano passado, saindo de 13,7% para 14,3%. Por outro lado, no mesmo período, a taxa de rotatividade forçada de CEOs caiu de 5,1% para 3,3%, sendo a menor registrada desde 2003.

Por região, a taxa de sucessão, que inclui as saídas planejadas e causadas por fusões, caiu 2,4% na América do Norte e meio ponto percentual no Japão. Em contrapartida, os índices mantiveram-se estáveis na Europa e recuaram 2,3% nos outros países asiáticos.

Por setor, o segmento de serviços financeiros é o que possui a maior rotatividade, de 17,2%, enquanto a área de saúde é a que possui a maior estabilidade, com taxa de rotatividade de 10,3%. No que diz respeito à rotatividade forçada, o setor de telecomunicações é o que detém o maior índice, de 54%.

Sucessões
Ainda conforme o relatório da Booz & Company, em 80% dos casos, os conselhos escolheram executivos de dentro da própria empresa em vez de executivos externos para liderarem suas companhias.

Isso porque os CEOs de dentro das empresas geraram uma média de 2,5% de retorno para os acionistas, contra 1,8% de retorno gerado por CEOs vindos de outras empresas

No Brasil, cerca de dois terços das sucessões foram de CEOs promovidos dentro da empresa ou transferidos de outra unidade do mesmo grupo. Consequentemente, diz o estudo, os novos profissionais não possuem experiência prévia no cargo.

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Outras conclusões
A pesquisa concluiu ainda que muitas empresas estão optando pelo CEO para ocupar o cargo de presidente do conselho.

“Os novos CEOs têm menos anos para executar uma estratégia de mudança do que seus antecessores. Eles precisam equilibrar clareza e ousadia, com uma compreensão realista do que é possível em suas organizações”, avalia o CEO da Booz & Company do Brasil, Ivan de Souza.