Ritmo de recuperação dos salários desacelera em março no País, revela IBGE

Salário real médio pago passou de R$ 940,36 para R$ 945,20 de fevereiro para março; alta é maior em um ano (1,7%)

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SÃO PAULO – O rendimento médio do trabalhador brasileiro ficou estável no último mês, passando de R$ 940,36 (fevereiro) para R$ 945,20 (março), uma leve alta de 0,5% no período. No confronto anual, porém, houve expansão foi de 1,7%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nesta quarta-feira, dia 27, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizada junto às seis principais regiões metropolitanas do País.

Vale lembrar que o aumento pouco expressivo da renda real do trabalhador em março foi ainda menor que o reajuste observado na pesquisa anterior, quando o salário médio da população ocupada havia subido 1% sobre janeiro e 2,6% em relação a fevereiro de 2004.

Variações divididas na análise mensal

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Nas regiões pesquisadas pelo IBGE, houve queda da renda real do trabalhador, sobre o mês de fevereiro, em Recife (-3,1%), Rio de Janeiro (-0,5%) e Porto Alegre, (-3,9%). O comportamento inverso foi notado na região metropolitana de Salvador (3,5%), Belo Horizonte (0,6%) e São Paulo (1,3%).

Em 12 meses, a queda no rendimento foi notada em Salvador (-0,9%) e Porto Alegre (-2,2%). Contudo, em Recife (5,1%), Belo Horizonte (3,1%), Rio de Janeiro (0,6%) e São Paulo (2,9%), o trabalhador viu seu rendimento médio real se recuperar no último ano.

Informais, com menor salário, estão ganhando mais

Dentre as três categorias de posição na ocupação, a maior alta ficou novamente com os trabalhadores sem carteira assinada do setor privado, que tiveram um rendimento 6,4% maior em comparação a março de 2004. Ainda assim, a remuneração média é a mais baixa entre as categorias: passou de R$ 579,76 para R$ 616,60.

Já o rendimento médio dos trabalhadores por conta própria mostrou queda de 2,6% na comparação anual, recuando de R$ 752,42 em 2004 para R$ 732,50 em março de 2005.

Finalmente, os trabalhadores do setor privado com carteira assinada tiveram seu rendimento médio ajustado para baixo em apenas 0,8%, chegando a R$ 961,60. Em março do ano passado, a renda estava em R$ 969,10.

Renda por ramos de atividade

Os dados confrontados com fevereiro não revelam variação significativa dos salários por grupamentos de atividade. O maior aumento coube à Indústria (2,1%), e a maior queda, pouco mais expressiva, à Construção (-4,1%). Assim, os salários médios chegaram a respectivos R$ 1.004 e R$ 661,60 em março.

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Na análise da variação dos rendimentos no último ano, o maior aumento do salário entre os ramos de atividade foi notado em Outros Serviços (5,6%), que incluem alojamento, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais, chegando à um rendimento médio de R$ 876,80. O recuo mais intenso também coube à Construção (-5,2%).

Novamente, o grupo Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (R$ 1.329,10), registrou o maior salário em termos absolutos no terceiro mês do ano: 0,5% superior à renda de fevereiro, e 1,4% maior que março de 2004.