Revolução dos Processos: saiba como passar ileso por ela e manter o seu emprego

Segundo especialista, por conta da referida revolução, muita gente tem notado que o cargo foi repensado e as funções alteradas

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SÃO PAULO – Quem está há algum tempo no mercado de trabalho já passou por diversas revoluções e teve de se adaptar. Primeiro, foi a era da globalização, depois veio a Onda da Reengenharia e agora é a vez da Revolução dos Processos.

Segundo o diretor da KPO Consulting, Paulo Almeida, por conta da referida revolução, muita gente tem notado que o seu cargo foi repensado, reestruturado, que suas funções foram alteradas e que, por conta disso, apareceram novas atribuições.

Dessa forma, diz ele, a Revolução dos Processos tem feito com que muitos trabalhadores se transformem em “process owner” (donos do processo, na tradução livre), havendo, assim, a necessidade de se adaptarem.

Explicando a revolução

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Mas o que caracteriza a chamada Revolução de Processos? Ainda de acordo com Almeida, ela prevê uma aproximação maior entre a empresa e o consumidor, fazendo com que a primeira trabalhe em prol do segundo. Dessa forma, explica, as empresas saíram da visão vertical para uma visão horizontal.

“As empresas deixaram de ter funções para terem processos. Elas não visam mais somente os objetivos internos de cada área e sim o todo, a relação da empresa com o consumidor”.

Sobrevivendo ao processo

Para que os profissionais saiam ilesos do novo processo e mantenham seus empregos, Almeida tem algumas dicas:

  • Não confunda atividade com processo. A primeira reflete o trabalho isolado de cada pessoa na organização e a segunda descreve como a organização funciona (ou deveria funcionar), para atingir os objetivos do negócio;
  • O cargo pode não refletir exatamente as funções a serem realizadas, passando a ser apenas utilizado para fins de remuneração e natureza profissional;
  • O profissional terá de desempenhar mais de um papel ao mesmo tempo. Além de ter de responder a mais de um líder: o funcional e o do processo;
  • Seu colega de trabalho também é um cliente. Cada funcionário da empresa é um cliente-fornecedor interno, que deve se esforçar ao máximo para garantir tudo aquilo que seus clientes internos necessitam, bem como ser tratado com respeito, dignidade, rapidez e qualidade;
  • É preciso ter comportamento assertivo. O profissional deve aprimorar sua forma de ver o mundo, seu etilo de comunicação, jeito de negociar, de liderar e ter postura assertiva na prestação de serviços;

“O profissional deve saber que todo seu trabalho só tem sentido se puder ser convertido em valor agregado para os clientes da empresa. Para ter sucesso nessa revolução, é necessário abandonar ideias anteriores, traumas e fracassos do passado. A visão por processos exige que cada qual se comprometa totalmente com as inovações e as reestruturações implementadas”, avalia o diretor.