Retrato sonoro: voz diz muito de um profissional; veja como cuidar dela!

De acordo com fonoaudióloga, voz é "como um cartão de visitas" e, por isso, é preciso mantê-la limpa

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SÃO PAULO – “A voz é o retrato sonoro de uma pessoa, é como um cartão de visitas”. A afirmação é da fonoaudióloga Eudosia Acuña Quinteiro, que disse que, exatamente por esse motivo, é que as pessoas devem cuidar da voz, principalmente as que dependem dela para o trabalho, como professores e operadores de telemarketing.

Um primeiro passo para que a voz passe uma boa impressão é trabalhar de maneira correta a respiração, ou então pode-se passar a sensação de cansaço, por exemplo. Outro ponto a considerar é sempre falar com calma, muito importante para que a pessoa seja compreendida. “Se o ouvinte pede muita repetição é porque a fala não está clara”, ponderou.

Cuidados

Confira abaixo alguns cuidados que a fonoaudióloga citou para que as pessoas adotem:

  • Hidratação: tome ao menos de 2 litros a 2,5 litros de água por dia, para hidratar a garganta. “Pigarrear é um sinal de falta de água”, indicou ela;
  • Alimentação: para ter uma voz mais limpa, é importante ingerir alimentos mais leves. Comidas mais gordurosas não ajudam a falar claramente;
  • Sono: quando uma pessoa não dorme bem, sua voz é um dos sinais. Ela falha, fica rouca;
  • Atitudes: falar alto demais não é indicado para quem trabalha com a voz. Gritar, então, é algo praticamente proibido;
  • Temperaturas: evitar o choque térmico é importante para quem trabalha com a voz, como tomar chuva em um dia quente ou algo muito gelado quando estiver debaixo do sol na praia;
  • Emocional: de acordo com a fonoaudióloga, estresse, depressão e outros destemperos emocionais prejudicam a voz porque geram muita tensão;
  • Bebidas, cigarro: os resíduos desses itens são nocivos à saúde e podem prejudicar a voz.

Alerta

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De acordo com Eudosia, se uma pessoa fica em estado de rouquidão por mais de 15 dias é um sinal de alerta. “Isso pode ser desde um choque térmico até um câncer na laringe. Não se pode brincar com isso”, explicou.

Ela disse que são poucas as empresas que orientam sobre os cuidados com a voz e, quando isso acontece, a adesão é baixa. “Nós brasileiros não temos esse cuidado, desde o operador de telemarketing até os grandes executivos”.

Cenário diferente é encontrado em países mais desenvolvidos, em que o cuidado com a voz é ensinado nas escolas, uma vez que esses países se preocupam com o discurso dos alunos.