Rendimento médio real dos trabalhadores sofreu queda em abril, constata IBGE

No mesmo sentido, na comparação com abril de 2003, o rendimento real médio registrou redução de 3,5%

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SÃO PAULO – De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada nessa terça-feira, dia 25 de maio, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio real para as pessoas ocupadas nas seis regiões metropolitanas analisadas apresentou queda em abril na comparação com o mês de março.

Neste mesmo sentido, na comparação com abril de 2003, o rendimento também registrou redução.

Queda em relação a março e na comparação anual

O rendimento médio real do trabalhador situou-se em R$ 868,50 no mês passado, o equivalente a 3,5 salários mínimos. Nesse sentido, houve uma queda de 0,9% em relação a março de 2004, mês no qual o valor foi de R$ 873,90. No mesmo sentido, em relação a abril de 2003, foi registrada redução de 3,5%.

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Na análise regional, houve perda real no rendimento médio real habitualmente recebido de Recife (-7,1%), Belo Horizonte (-1,3%) e São Paulo (-7,7%), enquanto Salvador (+4,8%), Rio de Janeiro (+1,9%) e Porto Alegre (+1,9%) apresentaram ganho real.

Em abril de 2004, o rendimento médio real habitualmente recebido pelos empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado ficou em R$ 906,70, apresentando queda de 0,8% na comparação mensal. O rendimento recebido pelos empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado, estimado em R$ 542,30, também apresentou queda de 0,8% frente a março de 2004. Não foi diferente a situação do rendimento médio real recebido pelos trabalhadores por conta própria (R$ 704,70), que mostrou queda de 0,7% na comparação com março de 2004.

Trabalhadores sem carteira têm maior queda em um ano

Quanto às categorias de posição na ocupação, a comparação anual mostrou redução no rendimento dos empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (-2,9%) e dos empregados sem carteira de trabalho assinada (-4,3%).

Por outro lado, nesta comparação, o rendimento médio real habitualmente recebido dos trabalhadores por conta própria apresentou variação positiva pelo segundo mês consecutivo (2,7% em março e 3,2% em abril).