Rendimento médio real dos ocupados na RMSP diminuiu 3,3% em fevereiro

Salário no segundo mês equivale a R$ 953; rendimento real dos trabalhadores com carteira caiu 3% no mês, apura Seade/Dieese

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SÃO PAULO – O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), junto com a Fundação Seade, divulgou nesta quinta-feira, dia 22 de abril, sua Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

Além de revelar a taxa de desemprego na RMSP, o estudo leva em consideração ainda a variação do rendimento médio real dos trabalhadores ocupados, entre eles os assalariados do setor privado e os trabalhadores autônomos. O levantamento leva em consideração o período de fevereiro de 2004.

Rendimento médio real diminuiu 3,3% no segundo mês

De acordo com o estudo, o rendimento médio real do total de trabalhadores ocupados diminuiu 3,3% no mês de fevereiro, passando a equivaler a R$ 953, comportamento já observado no mês anterior. O rendimento médio dos assalariados decresceu 2,1%, após relativa estabilidade em dezembro e janeiro, atingindo o valor de R$ 1.007 em fevereiro. Ambos os rendimentos, comparados a fevereiro de anos anteriores, são superiores apenas aos de 2003, quando equivaliam a R$ 939 e R$ 998, respectivamente.

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Entre os trabalhadores assalariados com carteira assinada do setor privado, o rendimento médio decresceu 3,0% em fevereiro, atingindo a marca de R$ 1.035, enquanto o daqueles sem carteira elevou-se 1,6%, o que corresponde a R$ 692, desempenho que se repete pelo terceiro mês consecutivo. Já entre os trabalhadores autônomos, o rendimento médio equivale a R$ 646, ou seja diminuiu 1,6% no mês.

Vale destacar que comparado a fevereiro de 2003, foram observados aumentos de 1,4% entre os assalariados com carteira assinada e de 2,2% entre os sem carteira. Já o rendimento médio dos trabalhadores autônomos decresceu 6,0% nesse período.

Queda no setor privado

No setor privado, o rendimento médio diminuiu 2,4% entre janeiro e fevereiro, em razão do comportamento negativo dos rendimentos recebidos nos Serviços (-3,6%), na Indústria (-1,3%), e em menor intensidade, no Comércio (-0,4%).

Em sentido oposto, nos últimos doze meses, houve aumento do rendimento médio no setor privado (1,4%), refletindo elevações no Comércio (5,8%) e na Indústria (2,4%), enquanto nos Serviços a variação negativa foi irrelevante e ficou em 0,5%.