Rendimento médio dos ocupados da Região Metropolitana de SP volta a cair em janeiro

A retração foi de 1,4% na comparação com dezembro e de 0,5% sobre janeiro de 2006

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SÃO PAULO – Após conseguir recuperar o ritmo de crescimento entre novembro e dezembro, o rendimento médio real da população ocupada na Região Metropolitana de São Paulo voltou a cair entre o último mês de 2006 e janeiro. A retração foi de 1,4%, fazendo com que o total passasse dos R$ 1.129 para R$ 1.113. Frente ao primeiro mês de 2006 (R$ 1.119), a queda foi de 0,5%.

Os dados fazem parte da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) divulgada nesta quarta-feira (28) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos).

Setor privado

Em janeiro, houve aumento de 0,2% no salário pago pelo setor privado, na comparação com dezembro: o valor médio passou de R$ 1.111 para R$ 1.113. Já em relação ao primeiro mês de 2006 (R$ 1.142), o recuo foi de 2,5%.

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De acordo com o Seade/Dieese, o comportamento mensal decorreu, principalmente, dos decréscimos de rendimentos reais e níveis de ocupação.

Em valores, os proventos pagos no primeiro mês do ano ficaram em R$ 1.217 para a Indústria, R$ 1.158 para Serviços e R$ 848 para o Comércio.

Formais, informais e autônomos

Ainda segundo a pesquisa, houve alta de 3,6% nos ganhos dos trabalhadores do setor privado que não possuem carteira assinada, frente a dezembro, sendo que a média passou para R$ 844. Frente a janeiro de 2006, o recuo foi de 3,1%.

Já os trabalhadores com carteira assinada do setor privado viram seus rendimentos médios caírem 1,3% em um mês, sendo que o valor médio dos salários atingiu R$ 1.192. Considerando o valor registrado no primeiro mês do ano anterior, houve queda de 3,3%.

Por fim, a média de rendimento dos autônomos apresentou queda de 3,6%, na comparação com dezembro, e alta de 1,6%, frente a janeiro de 2006. Em valores, a remuneração média atingiu R$ 825.