Rendimento médio do trabalhador cresce 5,6% em março, diz IBGE

O rendimento médio, de R$ 1.728,40, é mais alto para o mês de março desde 2002, de acordo com dados do instituto

SÃO PAULO – O rendimento médio real da população ocupada cresceu 5,6% em março, no confronto com o mesmo mês de 2011, para R$ 1.728,40, valor mais alto para o mês de março desde 2002. Na comparação com fevereiro de 2012, houve aumento de 1,6%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (26), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Rendimentos por região
Frente a fevereiro, das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, houve alta no rendimento médio real da população ocupada em quatro delas.

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O rendimento médio real habitual dos trabalhadores na análise regional, em relação a fevereiro, subiu em Belo Horizonte (4,7%), São Paulo (2,2%), Porto Alegre (2,2%) e Recife (1,2%). Por outro lado, houve queda em Salvador (0,5%) e no Rio de Janeiro apresentou estabilidade.

Renda por atividade econômica
No confronto anual, dentre as atividades econômicas analisadas, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido foi no referente à outros serviços, que contempla alojamento, transporte e limpeza urbana, com avanço de 9,7.

Em segundo e terceiro lugares ficaram construção e serviços domésticos, com alta de 9,2% e 8,4%, respectivamente. Em seguida aparecem educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social, que tiveram alta de 6,6%. Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis registraram alta de 6,4%, seguido por indústria extrativista, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (5,5%).

Por outro lado, foi observada queda de 1,5% em serviços prestados à empresa, alugueis, atividades imobiliárias e intermediação financeira.