Rendimento médio do trabalhador aumenta 5,5% em agosto, frente a 2009

Valor atingiu R$ 1.472,10. Na comparação com o mês imediatamente anterior, também houve alta, de 1,4%

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SÃO PAULO – O rendimento médio real da população ocupada aumentou 5,5% em agosto, no confronto com o mesmo mês de 2009, chegando a R$ 1.472,10. Já na comparação com julho deste ano, o valor registrou alta de 1,4%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (23), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Rendimentos por região
Frente a agosto do ano passado, todas as seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE apresentaram alta no rendimento médio real da população ocupada.

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No período, Recife registrou a maior variação, de 17,5%. Em agosto do ano passado, a população ocupada da capital pernambucana recebia, em média, R$ 917,47. No mês passado, o valor passou para R$ 1.078,10.

Apesar de ter registrado a maior variação do período, o valor do rendimento médio da população ocupada de Recife apurado em agosto é o menor dentre as capitais.

Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre também registraram aumentos frente a 2009, de 7,7%, 6,6%, 5,7%, 3,8% e 6,4%, respectivamente, sendo que São Paulo tem o maior rendimento dentre as capitais, de R$ 1.580,10.

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Na comparação com julho deste ano, Recife (4,4%), Salvador (3,3%), Rio de Janeiro (2,5%) e em São Paulo e Porto Alegre (0,7%) avançaram. Já Belo Horizonte apresentou estabilidade.

Autônomos, formais e informais
Na comparação anual, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou acréscimo de 3,1%. Na comparação mensal, houve alta de 0,9%.

Já os salários dos empregados do setor privado sem registro apresentaram elevação de 7,6% frente a agosto de 2009 e queda de 3,7% sobre o sétimo mês de 2010.

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos registraram ganhos de 4,5%, na comparação anual e de 1,6%, na comparação com julho.

Renda por atividade econômica
No confronto anual, dentre as atividades econômicas analisadas, apenas os trabalhadores da indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água sentiram queda nos rendimentos médios, de 1,3%.

Dentre os demais setores, a maior elevação frente a 2009 foi verificada na Construção Civil, cujos rendimentos subiram 9,3%.

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Em seguida estão os setores de serviços domésticos, com alta de 9,1% nos rendimentos; serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira, e comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis, com alta de 7,2%, cada uma; outros serviços – alojamento, transportes, limpeza urbana e serviços pessoais – (6,7%); e educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (3,9%).