Rendimento médio do brasileiro cresce 1,3% entre 2006 e 2007

Segundo o Seade/Dieese, a média atingiu R$ 1.066 no ano passado; destaque para Distrito Federal e Salvador

SÃO PAULO – O rendimento médio real da população ocupada das seis principais regiões metropolitanas do País aumentou 1,3% no ano passado, atingindo a média de R$ 1.066.

Os dados fazem parte da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), divulgada nesta quarta-feira (13) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos).

Estabilidade em São Paulo

Ainda na análise anual, segundo o estudo, foi verificada relativa estabilidade no rendimento médio de São Paulo (-0,3%), onde o valor passou para R$ 1.140.

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No Distrito Federal (5,7%) e em Salvador (4,3%), houve altas consideráveis, com as médias de rendimento indo para R$ 1.521 e R$ 822, nessa ordem.

Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife também apresentaram aumento na renda entre 2006 e o ano passado, de 4%, 2,5% e 1,5%, com as médias passando a R$ 987, R$ 1.028 e R$ 658, respectivamente.

Análise mensal

Entre outubro e novembro de 2007, houve uma pequena queda de 0,2% nos ganhos dos cidadãos ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do País, sendo que o valor médio atingiu R$ 1.075.

O resultado foi influenciado pela queda de 1,9% ocorrida no Recife e de 0,6% em São Paulo. Em Salvador (3,1%), Belo Horizonte (1,3%), Distrito Federal (0,4%) e Porto Alegre (0,4%) houve crescimento.

Já na comparação entre novembro de 2006 e o mesmo mês do ano passado, o rendimento real dos ocupados nas seis regiões pesquisadas aumentou 1%, devido principalmente às altas no Distrito Federal (8,5%), Salvador (6,3%) e Belo Horizonte (2%).

Massa de rendimentos

Considerando a massa de rendimentos dos ocupados para o conjunto das áreas analisadas, entre 2006 e 2007, a pesquisa aponta crescimento de 4,9%, devido a acréscimos do nível de ocupação. Já na comparação entre novembro e dezembro do ano passado houve crescimento de 1% e entre os penúltimos meses de 2006 e 2007, de 4,5%.