Rendimento do trabalhador paulista recua 1,6% sobre agosto, aponta Seade/Dieese

De acordo com o estudo, renda média recuou de R$ 1.006 para R$ 990 de agosto para setembro; em um ano, houve alta de 1,4%

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SÃO PAULO – A taxa de desemprego na Região Metropolitanda de São Paulo caiu de 17,9% para 17,6% da PEA (População Economicamente Ativa) em outubro. Mas isso não teve reflexo no bolso dos empregados. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos), a renda média do trabalhador registrou variação negativa em setembro.

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada em parceria com a Fundação Seade, foi divulgada nesta segunda-feira (29) e levou em conta o salário médio dos trabalhadores ocupados e assalariados da RMSP. Vale lembrar que estes salários se referem a setembro, mas foram pagos em outubro.

Renda diminui em setembro

De acordo com o estudo, o rendimento médio do total de trabalhadores ocupados caiu 1,6% frente a agosto, passando de R$ 1.006 para R$ 990. Já a renda dos assalariados teve leve aumento, de 0,4% no mesmo período, e subiu de R$ 1.054 para R$ 1.059.

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Os assalariados do setor privado, no entanto, não viram essa melhora, pois tiveram queda de 0,5% na comparação mensal. Para os trabalhadores da Indústria o recuo do rendimento foi de 2,1%; e para o Comércio, de 1,9%. No que diz respeito ao setor de Serviços, a queda foi menor, de 0,2%, beirando a estabilidade.

Entre os assalariados com carteira de trabalho assinada, seus ganhos praticamente ficaram estáveis ao registrarem retração de apenas 0,1%. Assim, a renda deles passou a ser de R$ 1.095 em setembro. Já entre os trabalhadores sem carteira de trabalho assinada a queda foi maior: o salário caiu de R$ 681 em agosto para R$ 660 em setembro, uma variação negativa de 3,1%.

Já entre os trabalhadores autônomos, a renda diminuiu 2,8% de agosto para setembro, de forma que passaram a ter renda média de R$ 697 no nono mês do ano.

Uma boa notícia: salários aumentaram em um ano

Em oposição a essa tendência de queda salarial ante o mês de agosto, na comparação com setembro de 2003 os rendimentos dos trabalhadores ocupados e assalariados cresceram 1,4% e 1,2%, respectivamente.

Ainda na comparação com igual mês de 2003, o rendimento médio dos assalariados com carteira assinada aumentou 0,3%, e entre os autônomos cresceu 4,3%. Os trabalhadores sem vínculo empregatício, no entanto, tiveram queda de 0,8% nos rendimentos também nesta comparação com o ano passado.

No setor privado, a queda em um ano foi de 0,8%, distribuída assim da seguinte forma: Indústria (-1,8%), Comércio (-1,7%) e Serviços (-1,6%).

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