Renda mensal do trabalhador brasileiro cai 1,5% em maio, diz IBGE

Salário real médio passou de R$ 938,70 para R$ 932,80 entre abril e maio; pesquisa registra estabilidade na comparação anual

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SÃO PAULO – O rendimento médio do trabalhador brasileiro caiu 1,5% no último mês, passando de R$ 938,70, em abril, para R$ 932,80 em maio. No confronto anual, sobre maio do ano passado, os números ficaram estáveis.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nesta quinta-feira, dia 23, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e realizada nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Vale lembrar que esta é a segunda queda consecutiva apontada pela pesquisa. Após leve alta em março (0,5% em relação a fevereiro), a renda do trabalhador caiu 1,8% em abril, na comparação mensal.

Variações divididas na análise mensal

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A renda real do trabalhador caiu em todas as regiões pesquisadas pelo IBGE, se comparada a abril. A queda foi maior em Salvador (-3,9%), seguida do Rio de Janeiro (-3,2%), Recife (-3,1%), Belo Horizonte (1,0%), São Paulo (-0,3%) e Porto Alegre (-0,3%).

Em 12 meses, a queda no rendimento também foi notada em Salvador (-3,0%) e São Paulo (-0,9%). Por outro lado, em Recife (7,5%), Porto Alegre (1,3%) e Belo Horizonte (6,5%), o trabalhador sentiu diferença positiva no bolso no último ano. O estado do Rio de Janeiro não mostrou alterações.

Autônomos estão ganhando menos

Entre as três categorias de posição na ocupação, todas registraram queda na renda. Os trabalhadores por conta própria estão ganhando 4,2% menos em relação a maio de 2004, com a renda recuando de R$ 746,97 para R$ 715,30.

Aqueles que não têm carteira assinada e trabalham no setor privado tiveram perdas de 2,6% em um ano. Além disso, a remuneração média é a mais baixa entre as categorias: passou de R$ 620,70 para R$ 604,50.

O rendimento médio dos trabalhadores com carteira assinada – que têm a maior base salarial – tiveram ajuste de 1,7% para baixo na comparação anual, recuando de R$ 972,28, em 2004, para R$ 955,90 no último mês.

Renda por ramos de atividade

Tanto os dados confrontados com abril como o levantamento anual não apontaram variações significativas na remuneração dos setores específicos. A maior alta e queda, ambas na categoria Outros serviços, ficou em 0,05% e -0,05%, respectivamente.

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Os valores absolutos extremos de remuneração entre as categorias ficaram em R$ 329,50 (Serviços domésticos) e R$ 1.295,70 (Serviços para empresas, como atividades imobiliárias e intermediação financeira).