Renda média mensal do brasileiro cresceu quase 30% entre 2004 e 2009, diz Ipea

A evolução da renda foi, segundo o instituto, motivada pelo crescimento econômico e a geração de empregos

SÃO PAULO – A renda média real da população brasileira cresceu 28% entre 2004 e 2009, de acordo com estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Segundo o levantamento, em 2004, a renda média per capita (por pessoa) da população brasileira era de R$ 495,12, enquanto em 2009, ela estava em R$ 634,65.

A evolução da renda foi, segundo o instituto, motivada pelo crescimento econômico e a geração de empregos ocorridos durante este período. Além disso, as mudanças demográficas e o lento aumento da escolaridade da população adulta também contribuíram para o resultado, afirma o Ipea.

Menos desigualdade
A desigualdade social também diminui nestes cinco anos analisados. Segundo o Ipea, entre 2004 e 2009 a desigualdade na distribuição de renda entre os brasileiros, medida pelo coeficiente de Gini, foi reduzida em 5,6%.

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O número de brasileiros vivendo com renda mensal superior a um salário mínimo também aumentou. De acordo com o levantamento, em 2004, 51,3 milhões de brasileiros (equivalente a 29% da população) viviam com renda per capta igual ou maior do que um salário mínimo. Em 2009, haviam 77,9 milhões de pessoas (ou 42% da população) que viviam com esta renda mensal.

Entretanto, em 2009, o Ipea ainda identificou 107 milhões de brasileiros vivendo com menos de R$ 465 per capita mensais (o salário mínimo da época).

Vulneráveis, pobres e extremamente pobres
Segundo o documento, a população nas faixas de renda classificadas como extremamente pobre, pobre e vulnerável diminuiu em números absolutos.

O número de vulneráveis (com renda per capta entre R$ 134 e R$ 465) caiu de 82 milhões para 80,8 milhões entre 2004 e 2009. A renda média deste grupo, por sua vez, aumentou em 4%, de R$ 267,49 para R$ 278,82.

Os pobres (com renda média per capta de R$ 67 a R$ 134), passaram de 28,2 milhões para 17,5 milhões no mesmo período. A renda média destas pessoas também aumentou, de R$ 101,61 para R$ 104,64 (2%).

Já os extremamente pobres (com renda média per capta até R$ 67) que somavam 15 milhões em 2004, passaram para 8,7 milhões, de acordo com o levantamento. “A diminuição do tamanho dos três estratos de baixa renda implica mobilidade ascendente”, diz o estudo do Ipea.