Renda média dos paulistas cresceu 1,7% em agosto “puxada” pelo Comércio

Salário médio pago ao total de ocupados chegou a R$ 1.074,00; destaque para o Comércio (4,1%) e Serviços (2,8%)

SÃO PAULO – O rendimento médio da população ocupada da região metropolitana de São Paulo cresceu 1,7% em agosto, na comparação com julho, subindo para uma média de R$ 1.074,00. Sobre agosto do ano passado, o aumento é de 2,1% nos ganhos mensais.

Os dados fazem parte da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) divulgada nesta terça-feira (25) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos). Vale dizer que os rendimentos analisados foram pagos em setembro, mas se referem à remuneração de agosto.

Comércio puxou salários do setor privado

A pesquisa revela que houve crescimento de 1,0% no salário do trabalhador do setor privado no mês, cujo valor médio passou de R$ 1.063,00 para 1.074,00. Na relação com agosto de 2004 a alta é de 4,2%.

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Este desempenho decorreu principalmente do aumento de 4,1% nos rendimentos de assalariados do Comércio, o que elevou seus ganhos para R$ 806, ante os R$ 774 registrados em julho. Em 12 meses, a elevação atinge 1,2%.

No setor de Serviços a alta nos rendimentos de seus trabalhadores em agosto é de 2,8% sobre julho e ganhos médios estimados em R$ 1.054, expansão de 3,1% sobre igual mês em 2004.

Os empregados da Indústria, por sua vez, tiveram redução em seus salários no oitavo mês do ano (-1,8%), uma vez que os valores médios pagos passaram de R$ 1.300,00 para R$ 1.276,00 na relação mensal. Entretanto, na comparação anual, os rendimentos dos empregados deste setor registram incremento de 6,8%, o maior entre os demais setores.

Mercado formal e informal

Ainda de acordo com o estudo, os trabalhadores com carteira assinada viram seus salários avançarem 1,5% de julho para agosto, com a média chegando a R$ 1.190,00. Em um ano, a alta é de 3,8%.

Na contramão estão os assalariados sem carteira assinada que tiveram uma redução de 2,1% nos salários de agosto sobre julho, com ganho médio de R$ 702. Na comparação com o mesmo mês de 2004, a retração no salário deste trabalhador é de 1,5%.

Já o rendimento médio dos trabalhadores autônomos apresentou alta de 3,7% em agosto, quando comparado com julho, chegando a R$ 751, valor relativamente estável em 12 meses (0,1%).

Salários das mulheres subiram mais

A disparidade salarial existente entre homens e mulheres foi reduzida mais uma vez em agosto, tendo em vista que os ganhos mensais da população ocupada do sexo masculino ficaram estáveis no período, passando para R$ 1.266, com leve alta de 0,9%, enquanto os rendimentos femininos cresceram 2,8% chegando a um valor médio de R$ 840.

Ao se considerar a comparação com agosto de 2004, constata-se que no prazo de um ano, a remuneração das mulheres também avançou mais intensamente (3,3%) do que a dos homens (1,2%). Com isto, a pesquisa conclui que os rendimentos destas profissionais, em agosto, equivaleu a 66,4% da renda média paga aos seus colegas no sexo masculino.