Renda média do trabalhador paulista volta a cair em agosto

Trabalhadores do Comércio foram os únicos que tiveram leve alteração na renda de 0,5% no oitavo mês do ano

SÃO PAULO – A taxa de desemprego em São Paulo caiu de 18,3% para 17,9% da PEA (População Economicamente Ativa) em setembro. Contudo, no que se refere ao rendimento do trabalhador, a notícia não foi das melhores. De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos), o rendimento do trabalhador registrou variação negativa em agosto.

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada em parceria com a Fundação Seade, foi divulgada nesta quinta-feira (28) e levou em conta o salário médio dos trabalhadores ocupados e assalariados da RMSP – Região Metropolitana de São Paulo, lembrando que estes salários se referem a agosto mas foram pagos em setembro.

Renda diminui em agosto

De acordo com o estudo, o rendimento médio dos trabalhadores ocupados caiu 1,1% frente a julho, equivalendo a R$ 1.003. A renda dos assalariados diminuiu 0,3% no mesmo período, passando a valer R$ 1.051.

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Para os assalariados do setor privado, cuja queda foi de 0,9% na comparação mensal, houve diminuição da renda dos trabalhadores da Indústria em 2,4% e do setor de Serviços, em 1,0%. Por outro lado, a renda dos trabalhadores do Comércio teve leve alteração de 0,5% de julho para agosto.

Entre os assalariados com carteira de trabalho assinada, seus ganhos praticamente ficaram estáveis ao registrarem retração de apenas 0,1%, de forma que a renda deles passou a ser de R$ 1.093 em agosto. A queda esteve presente também entre os trabalhadores sem carteira assinada, mas de forma mais notável: -2,0%, com o salário passando a valer R$ 679.

Já entre os trabalhadores autônomos, a renda diminuiu 3,0% de julho para agosto, de forma que eles passaram a receber renda média de R$ 715 no oitavo mês do ano.

Boa notícia: salários aumentaram em um ano

De forma inversa, na comparação com agosto de 2003, os rendimentos dos trabalhadores ocupados e assalariados cresceram 2,3% e 0,8%, respectivamente. No mesmo período, o rendimento médio dos assalariados com carteira assinada aumentou 0,2%, e entre os autônomos cresceu 8,7%. Apenas os trabalhadores sem vínculo empregatício tiveram queda na renda também em relação a agosto de 2003, de 1,4%.