Renda média do trabalhador da RMSP registra nova alta em junho, diz Seade/Dieese

Renda do total de ocupados subiu 1,4% frente a maio, enquanto a renda dos assalariados elevou-se em 0,6% em igual período

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SÃO PAULO – O rendimento médio dos trabalhadores ocupados e assalariados da RMSP – Região Metropolitana de São Paulo aumentou, pela segunda vez consecutiva, entre os meses de maio e junho deste ano. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego divulgada nesta quarta-feira, dia 25 de agosto, pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) em parceria com a Fundação Seade.

De acordo com o estudo, o rendimento médio dos trabalhadores ocupados cresceu 1,4%, frente a maio, equivalendo a R$ 999. A renda dos assalariados, por sua vez, cresceu em menor intensidade no período, 0,6% na variação mensal, passando a valer R$ 1.056. Já na comparação com junho de 2003, essas ampliações dos rendimentos dos ocupados e assalariados foram de, respectivamente, 3,6% e 2,3%.

Renda do Comércio registra variação negativa

No que se refere aos assalariados do setor privado, houve aumento da renda na Indústria (5,1%) e no setor de Serviços (0,8%) em junho na comparação com maio. Por outro lado, a renda dos trabalhadores do Comércio encolheu no mesmo período (-2,1%). Refletindo este cenário, os assalariados do setor privado ganharam 1,8% a mais de maio para junho.

Desse total de assalariados, os com carteira de trabalho assinada tiveram seus ganhos ampliados em 2,0% alcançando uma renda de R$ 1.107 em relação a maio; e os sem carteira assinada apresentaram aumento de rendimento 3,1%, chegando a um salário de R$ 664. Por sua vez, os empregados autônomos tiveram seus ganhos elevados em 1,2%, passando os mesmos a valer R$ 700 em junho frente a maio.

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Finalmente, na relação anual, entre junho de 2004 e o mesmo mês em 2003, o rendimento médio dos assalariados com carteira assinada cresceu 3,2%, os dos sem vínculo empregatício diminuíram 2,4% e os dos autônomos elevaram-se em 7,7%.

Mulheres passam a ganhar ainda menos que os homens

A pesquisa trouxe ainda uma má notícia para o público feminino. De maio para junho o acréscimo no ganho das mulheres foi inferior ao dos homens, sendo que o rendimento médio feminino não só continuou se mantendo muito inferior ao masculino, como recuou ainda mais.

No período avaliado, a renda média dos homens subiu 2,8% atingindo R$ 1.186, enquanto o rendimento médio das mulheres caiu 1,2%, passando a valer R$ 770. Com isto, em junho, as mulheres passaram a receber 64,9% do rendimento dos homens, contra 67,5% em maio. Analisando os mesmos dados em 12 meses, o aumento para os homens foi de 3,9%, enquanto o das mulheres ficou em 3%.

Concentração de renda permanece a mesma

De acordo com a pesquisa, aumentou as disparidades de rendimentos recebidos por mulheres e homens, da mesma forma entre a remuneração entre pobres e ricos.

No sexto mês do ano o valor máximo recebido pelos 10% de ocupados mais pobres (R$ 202) e o valor mínimo obtido pelos 10% de ocupados mais ricos (R$ 2.031) da RMSP permaneceram praticamente estáveis entre maio e junho.
E continua a mesma situação preocupante: a população pobre não está ficando mais rica e os abonados estão perdendo renda. Frente a junho de 2003, enquanto o rendimento máximo ganho pela parcela mais pobre se reduziu em 4,2%, o valor mínimo recebido pelos mais ricos caiu 3,9%.