AO VIVO Analista Charlles Nader explica estratégia para ter consistência na Bolsa

Analista Charlles Nader explica estratégia para ter consistência na Bolsa

Renda média do trabalhador da RMSP registra nova alta em junho, diz Seade/Dieese

Renda do total de ocupados subiu 1,4% frente a maio, enquanto a renda dos assalariados elevou-se em 0,6% em igual período

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SÃO PAULO – O rendimento médio dos trabalhadores ocupados e assalariados da RMSP – Região Metropolitana de São Paulo aumentou, pela segunda vez consecutiva, entre os meses de maio e junho deste ano. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego divulgada nesta quarta-feira, dia 25 de agosto, pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) em parceria com a Fundação Seade.

De acordo com o estudo, o rendimento médio dos trabalhadores ocupados cresceu 1,4%, frente a maio, equivalendo a R$ 999. A renda dos assalariados, por sua vez, cresceu em menor intensidade no período, 0,6% na variação mensal, passando a valer R$ 1.056. Já na comparação com junho de 2003, essas ampliações dos rendimentos dos ocupados e assalariados foram de, respectivamente, 3,6% e 2,3%.

Renda do Comércio registra variação negativa

No que se refere aos assalariados do setor privado, houve aumento da renda na Indústria (5,1%) e no setor de Serviços (0,8%) em junho na comparação com maio. Por outro lado, a renda dos trabalhadores do Comércio encolheu no mesmo período (-2,1%). Refletindo este cenário, os assalariados do setor privado ganharam 1,8% a mais de maio para junho.

Desse total de assalariados, os com carteira de trabalho assinada tiveram seus ganhos ampliados em 2,0% alcançando uma renda de R$ 1.107 em relação a maio; e os sem carteira assinada apresentaram aumento de rendimento 3,1%, chegando a um salário de R$ 664. Por sua vez, os empregados autônomos tiveram seus ganhos elevados em 1,2%, passando os mesmos a valer R$ 700 em junho frente a maio.

Finalmente, na relação anual, entre junho de 2004 e o mesmo mês em 2003, o rendimento médio dos assalariados com carteira assinada cresceu 3,2%, os dos sem vínculo empregatício diminuíram 2,4% e os dos autônomos elevaram-se em 7,7%.

Mulheres passam a ganhar ainda menos que os homens

A pesquisa trouxe ainda uma má notícia para o público feminino. De maio para junho o acréscimo no ganho das mulheres foi inferior ao dos homens, sendo que o rendimento médio feminino não só continuou se mantendo muito inferior ao masculino, como recuou ainda mais.

No período avaliado, a renda média dos homens subiu 2,8% atingindo R$ 1.186, enquanto o rendimento médio das mulheres caiu 1,2%, passando a valer R$ 770. Com isto, em junho, as mulheres passaram a receber 64,9% do rendimento dos homens, contra 67,5% em maio. Analisando os mesmos dados em 12 meses, o aumento para os homens foi de 3,9%, enquanto o das mulheres ficou em 3%.

Concentração de renda permanece a mesma

De acordo com a pesquisa, aumentou as disparidades de rendimentos recebidos por mulheres e homens, da mesma forma entre a remuneração entre pobres e ricos.

No sexto mês do ano o valor máximo recebido pelos 10% de ocupados mais pobres (R$ 202) e o valor mínimo obtido pelos 10% de ocupados mais ricos (R$ 2.031) da RMSP permaneceram praticamente estáveis entre maio e junho.
E continua a mesma situação preocupante: a população pobre não está ficando mais rica e os abonados estão perdendo renda. Frente a junho de 2003, enquanto o rendimento máximo ganho pela parcela mais pobre se reduziu em 4,2%, o valor mínimo recebido pelos mais ricos caiu 3,9%.