Renda: em um ano, sobra no orçamento dos brasileiros aumenta 24%

Em seis anos, montante de renda disponível para as famílias, depois de arcar com suas dívidas, cresce 269%

SÃO PAULO – Em um ano, o montante de renda disponível para os brasileiros depois de arcar com suas dívidas aumentou 24,02%. No ano passado, os brasileiros declararam que, da renda total, sobravam R$ 248,83, enquanto que, em 2010, a quantia era de R$ 200,64.

Na comparação com o valor que ficava disponível aos brasileiros em 2005, o crescimento ano passado chega a 269,73%. Em 2005, o valor disponível era de R$ 67,30, revela a pesquisa O Observador Brasil 2012, realizada pelo sétimo ano seguido pela Cetelem BGN, empresa do grupo BNP Paribas, em conjunto com a Ipsos Public Affairs, e divulgada nesta quinta-feira (22).

Se considerada as classes sociais, na AB, o valor disponível em 2011 foi de R$ 470, enquanto na classe C foi de R$ 217 e na DE, de R$ 133.

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Contas e investimentos
Em comparação com 2005, diminuiu o percentual de brasileiros que assumiram prestações novas, passando de 8% para 6% em 2011. Em relação a 2010, quando o percentual era de 7%, também houve queda.

Também houve recuo no percentual de brasileiros que afirmaram ter atrasado o pagamento de contas de luz e água, sendo de 11% em 2005 e de 5% no ano passado. Já na comparação com 2010, houve crescimento de 2 p.p., já que, naquele ano, apenas 3% afirmaram atrasar o pagamento de contas.

Embora tenha crescido em relação a 2010, passando de 5% para 6% no ano passado, o percentual de brasileiros que afirmam ter pago prestações que estavam atrasadas apresentou queda de 5 p.p. na comparação com 2005, quando 11% afirmavam realizar o pagamento.

Em relação aos investimentos na poupança, na comparação entre 2010 e 2011, houve queda, passando de 6% para 5%, respectivamente. Já na comparação com 2005, houve crescimento, já que na época, apenas 4% afirmaram que poupavam dinheiro.

A pesquisa mostra ainda que 5% dos representantes das classes AB tiraram dinheiro da poupança no ano passado, enquanto nas classes C e DE o percentual é de 2% para ambas.

Em relação aos fundos de investimentos e ações, apenas as classes AB tiveram participação, sendo que 3% afirmaram ter tirado dinheiro de algum fundo de investimento, enquanto 1% afirmou ter comprado ações.