Renda dos paulistas caiu 1% em setembro, após três altas seguidas

Por outro lado, o rendimento médio da população ocupada da região metropolitana cresceu 2,7% frente a setembro de 2004

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SÃO PAULO – O rendimento médio real da população ocupada da região metropolitana de São Paulo caiu 1% em relação a agosto, ficando em R$ 1.071,00 após três meses em alta. Comparado a setembro de 2004, no entanto, houve um aumento de 2,7%.

Os dados fazem parte da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) divulgada nesta quarta-feira (23) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos).

Vale dizer que os rendimentos analisados foram pagos em outubro, mas se referem à remuneração de setembro.

Estabilidade no setor privado

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Houve relativa estabilidade no setor privado em setembro, com a pequena variação positiva de 0,3%. O valor médio dos rendimentos passou de R$ 1.082,00 em agosto para R$ 1.085,00 em setembro. Na comparação com 2004 (R$ 1.033,00), há aumento de 5%.

O resultado decorre das pequenas oscilações nos Serviços (0,4%), na Indústria (0,5%) e no Comércio (0,8%) de agosto para setembro. Os salários pagos, em média, aos profissionais destes setores ficaram em R$ 1.066,00, R$ 1.292,00 e R$ 818,00, respectivamente.

Em relação a setembro de 2004, o salário médio pago nas indústrias cresceu 9,7%; no comércio, 4%; e, 3,7% nas atividades de prestação de serviços.

Aumento no rendimento dos informais

A pesquisa mostra também que houve um aumento de 3,3% nos ganhos dos trabalhadores que não possuem carteira assinada em relação a agosto. A média subiu de R$ 707,00 em agosto para R$ 730,00 em setembro deste ano. Em comparação com setembro de 2004, quando se registrou a média de R$ 695,00, a elevação é ainda maior, de 5,1%.

Já os trabalhadores com carteira assinada viram seus rendimentos médios manterem-se inalterados em R$ 1.198,00 no mês de setembro. Contudo, houve aumento de 3,9% em relação ao rendimento médio de setembro de 2004 (R$ 1.153,00).

A média de rendimento dos autônomos também quase não sofreu alterações no nono mês do ano: passou a valer R$ 758,00, queda de 0,2% em relação a agosto (R$ 756,00). Se comparado ao mesmo mês do ano anterior a elevação chega a 3,2%.

Cresce disparidade entre homens e mulheres

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A remuneração média das mulheres em setembro foi 2,2% menor que a de agosto, ficando em R$ 827,00. A dos homens ficou praticamente inalterada (-0,2%), equivalendo a R$ 1.272,00.

Comparando com setembro de 2004, o rendimento feminino teve crescimento de 0,9%, valor bem menor que os 3,5% masculinos do mesmo período.

Neste sentido, a pesquisa conclui que as mulheres receberam em setembro 65% do rendimento dos homens, proporção que era de 66,4% no mês anterior.