Renda dos ocupados das áreas metropolitanas tem estabilidade em fevereiro

De acordo com o Seade/Dieese, nas seis principais regiões, a média de rendimento do trabalhador ficou em R$ 1.036

SÃO PAULO – O rendimento médio real da população ocupada das seis principais regiões metropolitanas do País apresentou estabilidade entre janeiro e fevereiro deste ano, atingindo a média de R$ 1.036.

Os dados fazem parte da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) divulgada nesta quarta-feira (25) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos).

Alta em 3 locais

Na análise mensal, a pesquisa aponta alta em 3 áreas, com destaque para o Distrito Federal (1,7%), onde a média do rendimento passou para R$ 1.422. Em São Paulo (0,6%) e Porto Alegre (0,5%), os aumentos foram um pouco menores e os valores passaram a R$ 1.122 e R$ 954, respectivamente.

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Em Recife, houve estabilidade no rendimento, que ficou em R$ 631 no segundo mês do ano. Por outro lado, Salvador (-2,6%) e Belo Horizonte (-1,2%) apresentaram quedas. Pela ordem, as médias de rendimento foram de R$ 794 e R$ 979.

Crescimento de 2,7% em um ano

Ainda segundo o Seade/Dieese, entre fevereiro de 2006 e deste ano, houve um crescimento de 2,7% nos ganhos dos cidadãos ocupados das seis principais regiões metropolitanas do País.

Isso por causa dos incrementos verificados em todas as localidades: 10,6% em Belo Horizonte, 3% no Distrito Federal, 2% em Porto Alegre, 1,8% em Recife, 1,7% em São Paulo e 1,6% em Salvador.

Massa de rendimentos

Considerando a massa de rendimentos dos ocupados para o conjunto das áreas analisadas, percebe-se um pequeno decréscimo de 0,7% entre janeiro e fevereiro, em função de reduções nos níveis de ocupação e emprego.

Já na comparação anual, o levantamento aponta uma considerável alta de 5,5% na massa de rendimentos dos ocupados, o que reflete os aumentos nos níveis de ocupação e de rendimentos no período em questão.