Renda dos ocupados das áreas metropolitanas cai 0,4% em março

De acordo com o Seade/Dieese, nas seis principais regiões, a média de rendimento do trabalhador ficou em R$ 1.036

SÃO PAULO – O rendimento médio real da população ocupada das seis principais regiões metropolitanas do País apresentou queda de 0,4% entre fevereiro e março deste ano, atingindo a média de R$ 1.036.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta quarta-feira (30) pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).

Queda em 2 locais

Na análise mensal, houve diminuição em Salvador (-3,8%), onde o rendimento médio passou a valer R$ 766, e em Belo Horizonte (-3%), onde a remuneração chegou a R$ 952.

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Em São Paulo, houve estabilidade na renda, que ficou em R$ 1.124 no terceiro mês do ano. Por outro lado, Recife (1,9%), Distrito Federal (1,3%) e Porto Alegre (0,5%) apresentaram altas. Pela ordem, as médias de rendimento foram de R$ 646, R$ 1.447 e R$ 973.

Crescimento de 3,5% em um ano

Ainda segundo o Seade/Dieese, entre março de 2006 e deste ano, houve um crescimento de 3,5% nos ganhos dos cidadãos ocupados das seis principais regiões metropolitanas do País.

Isso por causa dos incrementos verificados em cinco localidades: 5,7% em Belo Horizonte, 4,1% no Distrito Federal, 4% em São Paulo, 3,3% em Recife e 1,9% em Porto Alegre. Apenas em Salvador houve diminuição do rendimento dos ocupados, de 0,8%.

Massa de rendimentos

Considerando a massa de rendimentos dos ocupados para o conjunto das áreas analisadas, percebe-se um decréscimo de 1,7% entre fevereiro e março, em função da redução no nível de ocupação.

Já na comparação anual, o levantamento aponta uma considerável alta de 6,2% na massa de rendimentos dos ocupados, o que reflete os aumentos nos níveis de ocupação e de rendimentos no período em questão.