Renda do trabalhador volta a cair em outubro, aponta IBGE

Depois de ter registrado crescimento em setembro, renda média recuou 1,2% em outubro sobre o mês anterior ficando em R$ 900,20

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SÃO PAULO – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, dia 26, a sua Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

O levantamento mostra que a renda média real para as pessoas ocupadas nas seis regiões metropolitanas analisadas, depois de ter subido 1,7% sobre agosto, apresentou queda de 1,2% na comparação com setembro. Por outro lado, subiu 2,6% ante outubro de 2003.

Para se ter uma idéia da retração do rendimento verificada no mês, o salário médio real das pessoas ocupadas no mês de outubro foi estimado em R$ 900,20, enquanto em setembro esse valor era de R$ 911,29.

Porto Alegre registra queda na comparação anual

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Embora a comparação com setembro de 2004 mostre que todas as regiões pesquisadas apresentaram queda no rendimento médio das pessoas ocupadas, em relação ao mesmo período de 2003, a tendência foi de expansão.

Porto Alegre foge à regra. Enquanto em outubro do ano passado a renda na capital gaúcha era de R$ 888,78, no décimo mês deste ano registrou o valor de R$ 882,50, queda de 0,7%.

Outras cidades registraram crescimento sobre igual período de 2003: São Paulo (3,22%), Rio de Janeiro (3,19%), Salvador (3,05%), Belo Horizonte (0,59%), e Recife, que se destacou entre o grupo e expandiu 7,38%.

Autônomos são os únicos com aumento de rendimentos

Quem trabalha por conta própria verificou alteração positiva de 2,2% em seus rendimentos, na comparação mensal. O valor médio de renda chegou a R$ 730,60 em outubro. No confronto com igual mês de 2003, o quadro expandiu ainda mais, 6,4%.

Já o rendimento médio real recebido pelos trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado apresentou queda de 1,6% frente a setembro. Movimento inverso ao observado em relação a outubro de 2003, que mostrou acréscimo de 1,6%. O salário médio mensal desses trabalhadores ficou em R$ 915,30.

Com retração ainda maior que a da economia formal, os trabalhadores sem carteira de trabalho assinada no setor privado viram seus rendimentos médios caírem tanto na comparação com mês anterior (-1,9%), quanto diante do mesmo período de 2003 (-1,5%). Mas em termos de magnitude, o salário destes trabalhadores é mais baixo. Em outubro de 2004, o rendimento mensal dos trabalhadores sem carteira assinada foi de R$ 566,60.

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