Renda do trabalhador se estabiliza em setembro, mas cresce 2,0% em um ano

Salário médio dos brasileiros subiu 0,01% frente a agosto passando de R$ 974,90 para R$ 974,96

SÃO PAULO – Após três meses de elevação, o rendimento médio real do trabalhador brasileiro apresentou estabilidade em setembro na comparação com o mês anterior, ao recuar de R$ 974,96 para R$ 974,90. No confronto anual, os números tiveram uma variação positiva da ordem de 2,0%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada quarta-feira (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e realizada nas seis principais regiões metropolitanas do País: São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Corte regional

A renda real do trabalhador subiu em quatro regiões das seis pesquisadas pelo IBGE, se comparada a agosto. A maior alta foi em Recife (6,9%), seguida por Salvador (3,3%), Belo Horizonte (0,4%) e Porto Alegre (1,0%). O Rio de Janeiro apresentou estabilidade em relação ao mês anterior. A única região a apresentar retração no período foi São Paulo (-1,2%), resultado preponderante para a estabilização do indicador no mês.

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Em 12 meses, o salário médio da população ocupada aumentou em Recife (6,6%), Salvador (7,9%), Rio de Janeiro (1,7%), São Paulo (1,1%) e Belo Horizonte (0,6%). Já em Porto Alegre, houve estabilidade.

Salário dos informais sobe mais em um ano

Na comparação entre agosto e setembro deste ano, o rendimento médio dos empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada – que têm a maior base salarial – apresentou queda de 1,4%, passando para R$ 978,80. No confronto com setembro do ano passado o quadro foi de estabilidade.

Já os empregados sem registro na carteira tiveram um recuo de 4,7% no rendimento mensal em setembro quando comparado a agosto. A remuneração média deste trabalhador caiu para R$ 614,10. Entretanto quando a comparação é feita com setembro de 2004, há elevação de 1,3%.

Os trabalhadores por conta própria, por sua vez, tiveram variação positiva de 3,5% no mês e o rendimento médio passou para R$ 800,10 em setembro. Esta elevação é maior ainda quando a análise é feita com igual período de 2004 (6,7%).

Renda por ramos de atividade

No que se refere aos grupamentos de atividade, o Comércio foi o que teve maior reajuste salarial (2,0%) frente a agosto, com rendimento real médio de R$ 811,30. Em seguida aparece Serviços Domésticos (1,9%), Outros Serviços (1,3%) e Educação (0,6%).

A Indústria Extrativa foi o segmento que mais apresentou recuo nos rendimentos (2,7%), cujo rendimento mensal caiu para R$ 1.014,80. Na seqüência aparecem Construção (-2,5%) e Serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (-0,2%).

No confronto anual o maior reajuste de salário foi concedido pelos Serviços Domésticos (8,2%), com salários da ordem de R$ 341,80. Em seguida, Comércio (5,7%), Outros Serviços (5,0%) e Indústria (1,8%) também praticaram reajustes frente a setembro de 2004.

Contrariando os resultados positivos apresentados pelo outros segmentos, a Construção registrou a pior performance (-2,0%). Educação (-1,0%) e Serviços prestados à empresas (-0,5%) também estão pagando menos que há um ano.