Renda do trabalhador mantém recuperação e sobe 2,5% em julho, aponta IBGE

Salário médio dos brasileiros passou de R$ 944,71 em junho para R$ 968,30 em julho; em um ano, crescimento foi de 1,6%

SÃO PAULO – O poder de compra do trabalhador brasileiro continua em recuperação. A renda média da população ocupada subiu 2,5% no último mês, passando de R$ 944,71 para R$ 968,30 entre junho e julho. No confronto anual, os números também tiveram uma variação positiva da ordem de 1,6%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nesta quinta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e realizada nas seis principais regiões metropolitanas do País: São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Este foi o segundo aumento consecutivo registrado nos salários dos trabalhadores. Na comparação entre maio e junho, o valor médio já havia subido 1,5%.

Variações divididas na análise mensal

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A renda real do trabalhador subiu em todas as regiões pesquisadas pelo IBGE, se comparada a junho. A alta foi maior em Recife (4,8%), seguida por Salvador (3,3%), São Paulo (3,0%), Rio de Janeiro (2,1%), Belo Horizonte (1,3%) e Porto Alegre (0,5%).

Em 12 meses, os salários médios da população ocupada se recuperou em Recife (5,1%), Belo Horizonte (4,6%) e São Paulo (2,7%). Uma diferença negativa no bolso foi notada em Porto Alegre (-4,1%). Salvador e Rio de Janeiro ficaram estáveis.

Salário dos informais sobe mais

Na comparação entre julho de 2004 e o mês passado, o rendimento médio dos empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada – que têm a maior base salarial – caiu 1,0%, passando de R$ 989,38 para R$ 979,10. No confronto com junho, houve elevação de 1,4%.

Já os empregados sem registro na carteira tiveram seus ganhos reajustados em 3,8%. A remuneração média é a mais baixa entre as categorias e passou de R$ 606,09 para R$ 629,40, sendo que na relação com o sexto mês do ano a renda média caiu 0,5%.

Os trabalhadores por conta própria, por sua vez, tiveram variação positiva de 0,7% e o rendimento médio passou de R$ 756,21 para R$ 761,20 no último ano. Vale dizer que entre junho e julho esta categoria foi a que registrou maior aumento salarial, de 4,6%.

Renda por ramos de atividade

Nos dados confrontados com junho e no levantamento anual, o setor de Serviços para empresas (como atividades imobiliárias e intermediação financeira) ficou em destaque. Em doze meses, o segmento aumentou em 6,7% a base salarial. Em relação ao sexto mês do ano, a alta registrada foi de 6,3%. Com isto, o salário médio do grupamento ficou em R$ 1.417,40.

Na base anual, o segmento de Educação, saúde, seguridade social e outros – atualmente o segundo melhor pago – sofreu queda de 3,9% na remuneração (que saiu de R$ 1.355,64 para R$ 1.302,50), a maior apontada pela pesquisa.

Ainda de acordo com o estudo do IBGE, vale destacar ainda o resultado de segmentos como o de construção, que está pagando 2,3% menos a seus trabalhadores em relação a julho de 2004 (média de R$ 699,9). A categoria Outros serviços aumentou a base salarial em 6,8% no mesmo período (R$ 880,6), assim como o Comércio de veículos e objetos pessoais cresceu em 6,5% (R$ 811,1).

Os valores absolutos extremos de remuneração entre as categorias ficaram em R$ 338,50 (Serviços domésticos) e R$ 1.417,40 (Serviços para empresas, como atividades imobiliárias e intermediação financeira).