Renda do trabalhador cai 1,4% em outubro, mas cresce em um ano, diz IBGE

Apesar do recuo no mês, na comparação com outubro do ano passado o incremento no salário foi de 1,8% em termos reais

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SÃO PAULO – O rendimento médio real do trabalhador brasileiro recuou 1,4% no mês de outubro em comparação com o mês de setembro, uma queda de R$ 979,83 para R$ 966,10. No confronto com o mesmo período do ano passado, os números tiveram uma variação positiva de 1,8%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada quinta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e realizada nas seis principais regiões metropolitanas do País: São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Corte regional

A renda real do trabalhador caiu em três das seis regiões pesquisadas pelo IBGE, se a comparação for feita ao mês de setembro. A maior queda foi em Recife (6,6%), seguida por São Paulo e Belo Horizonte (ambos com recuo de 2,7%). Salvador e Porto Alegre apresentaram estabilidade em relação ao mês anterior, enquanto o único ganho no período foi verificado no Rio de Janeiro: alta de 2,4%.

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Em 12 meses, o salário médio da população ocupada aumentou em Recife (3,8%), Salvador (8,9%), Rio de Janeiro (4,3%) e Porto Alegre (1,8%). Em São Paulo e Belo Horizonte houve estabilidade.

Salário dos informais sobe mais em um ano

Na comparação entre setembro e outubro deste ano, o rendimento médio dos empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada – que têm a maior base salarial – apresentou queda de 2,9%, passando de R$ 983,75 para R$ 955,40. No confronto com outubro do ano passado, a retração foi de 1%.

Já os empregados sem registro na carteira tiveram um aumento de 3,8% no rendimento mensal em outubro quando comparado a setembro. A remuneração média deste trabalhador subiu de R$ 617,20 para R$ 640,80. Quando a comparação é feita com outubro de 2004, há elevação de 7,3%.

Os trabalhadores por conta própria, por sua vez, tiveram variação negativa de 0,5% no mês e o rendimento médio passou para R$ 799,80 em outubro frente aos R$ 804,14 do mês anterior. Mas quando a análise é feita com igual período de 2004, nota-se uma elevação de 3,8%.

Renda por ramos de atividade

No que se refere aos grupamentos de atividade, os únicos segmentos que apresentaram reajuste salarial frente a setembro foram Serviços Domésticos (0,7%) e Serviços Prestados à Empresa (2,9%). O rendimento real médio ficou em R$ 345,90 e R$ 1.425,30, respectivamente.

Dentre os principais recuos, destacam-se os setores de Construção (-9,6%), Educação, Saúde, Serviços Sociais,Administração Pública, Defesa e Seguridade Social (-3,5%) e Outros Serviços (-2,3%). Os respectivos salários médios foram de: R$ 642,80, R$ 1.310,20 e R$ 853,20.

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No confronto anual o maior reajuste de salário foi concedido pelos Serviços Domésticos (6,0%). Em seguida, a Indústria Extrativa (5,8%), Outros Serviços (3,1%), Serviços Prestados à Empresa (2,2%) e Comércio (1,7%) também praticaram reajustes frente a outubro de 2004.

Contrariando os resultados positivos apresentados pelo outros segmentos, a Construção registrou a pior performance (-7,2%) no último ano, seguida por Educação (-2,8%), que também está pagando menos que há um ano.

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