Renda do trabalhador brasileiro sobe 0,5% em março, aponta IBGE

O rendimento médio real do brasileiro passou de R$ 1.001,43 em fevereiro para R$ 1.006,80 no mês passado

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SÃO PAULO – O rendimento médio real do trabalhador brasileiro aumentou 0,5% no mês de março, na comparação com fevereiro, passando de R$ 1.001,43 para R$ 1.006,80. No confronto com o mesmo mês de 2005 (R$ 982,49), os números também tiveram variação positiva, de 2,5%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada nas seis principais regiões metropolitanas do País: São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e divulgada nesta quinta-feira (20) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Renda por região

Se comparada a fevereiro, houve recuperação na renda em Recife (6,1%), Salvador (1,5%), Belo Horizonte (1,0%) e Rio de Janeiro (0,5%). Já São Paulo e Porto Alegre apresentaram estabilidade no rendimento mensal de março.

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Em 12 meses, o salário médio da população ocupada cresceu em todas as regiões pesquisadas: Recife (10,5%), Salvador (4,8%), Porto Alegre (3,3%), São Paulo (2,4%), Rio de Janeiro (2,2%) e Belo Horizonte (2,1%).

Renda de informais e sem carteira assinada caiu

Na comparação entre fevereiro e março, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria caiu 2,1%, chegando a R$ 787,70. Entretanto, no confronto com março de 2005, houve alta de 3,5%.

Os empregados do setor privado sem registro em carteira tiveram uma queda de 3,3% no rendimento mensal no terceiro mês do ano, quando comparado a fevereiro. A remuneração média deste trabalhador caiu para R$ 645,30. Porém, frente ao mesmo mês de 2005, houve uma ligeira elevação de 0,7%.

Já para quem trabalhava no setor privado com carteira assinada, a variação mensal foi positiva, em 2,1%. O rendimento médio desta classe passou para R$ 1.014,90 no mês passado. Na comparação com o mesmo período do ano passado, também foi registrada uma alta no rendimento, de 1,5%.

Renda por atividade econômica

No que se refere aos grupamentos de atividade, o segmento da Indústria Extrativa de Transformação e Distribuição de eletricidade, gás e água apresentou queda salarial frente a fevereiro, de 2,5%.

Já os rendimentos dos empregados domésticos e do Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis apresentaram estabilidade.

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Houve alta para os funcionários da construção (1,2%), dos serviços prestados às empresas (0,7%), da educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (0,7%) e dos outros serviços (3,6%).

No confronto anual, o maior reajuste de salário foi concedido pelo Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (7,2%).

Em seguida, vêm os Serviços Domésticos (5,0%), Serviços Prestados à Empresa, Aluguéis, Atividades Imobiliárias e Intermediação (3,5%), Outros Serviços (1,9%), Construção (1,7%) e Educação, Saúde, Serviços Sociais, Administração Pública, Defesa e Seguridade Social (0,8%).

A Indústria Extrativa, de Transformação e Distribuição de eletricidade, gás e água registrou queda no rendimento médio, de 1,6%, em um ano.