Renda do trabalhador brasileiro sobe 0,5% em junho, aponta IBGE

O rendimento médio passou de R$ 1.027,80 para R$ 1.033,50. No confronto com junho de 2005, houve alta de 6,7%

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SÃO PAULO – O rendimento médio real do trabalhador brasileiro aumentou 0,5% no mês de junho, na comparação com maio, passando para R$ 1.033,50. No confronto com o mesmo mês de 2005, os números também tiveram variação positiva, 6,7%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (27), fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada nas seis principais regiões metropolitanas do País: São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Renda por região

Frente a maio, houve recuperação na renda em Recife (3,6%) e Rio de Janeiro (1,5%). Em Salvador (-0,4%) e Porto Alegre (-1,6%) foram registradas variações negativas, enquanto as demais regiões ficaram estáveis.

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Já na comparação de 12 meses, o salário médio da população ocupada cresceu em todas as regiões pesquisadas: Recife (12,9%), São Paulo (8,1%), Salvador (3,9%), Rio de Janeiro (7,4%), Porto Alegre (2,4%) e Belo Horizonte (4,3%).

Renda de autônomos e formais

Na comparação entre maio e junho, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria caiu 1,8%, chegando a R$ 807,80. No confronto com junho de 2005, a variação foi positiva em 8,2%.

Os empregados do setor privado sem registro em carteira tiveram uma alta de 6,2% no rendimento mensal no sexto mês do ano, na comparação com maio, sendo que sua remuneração média passou para R$ 673,90. Frente ao mesmo mês de 2005, houve uma recuperação de 3,9%.

Já para quem trabalhava no setor privado com carteira assinada, os rendimentos ficaram estáveis em R$ 1.045,10 em junho na comparação com o mês anterior. Frente ao mesmo período de 2005, foi registrada recuperação de 5,5%.

Renda por atividade econômica

No que se refere aos grupamentos de atividade, o segmento da indústria extrativa de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água apresentou estabilidade em comparação a maio.

Em junho, houve alta para os funcionários da construção (3,5%), de serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação (0,4%), serviços domésticos (3,8%) e outros serviços (1,1%).

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Já os rendimentos das pessoas que trabalham com comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (-1,2%) e de educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-1,0%) caíram no período analisado.

No confronto anual, todos os segmentos apresentaram reajuste de salário, sendo que o maior ocorreu em construção: (12,9%).

Na seqüência, vieram educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (7,4%), Indústria Extrativa de Transformação e Distribuição de eletricidade, gás e água (7,3%), os serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação (5,7%), serviços domésticos (8,7%), outros serviços (3,1%) e comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (1,0%).