Renda do trabalhador brasileiro sobe 0,4% em abril, aponta IBGE

O rendimento médio real do brasileiro passou de R$ 1.008,42 em março para R$ 1.012,50 no mês passado

SÃO PAULO – O rendimento médio real do trabalhador brasileiro aumentou 0,4% no mês de abril, na comparação com março, passando de R$ 1.008,42 para R$ 1.012,50. No confronto com o mesmo mês de 2005 (R$ 966,83), os números também tiveram variação positiva, de 4,7%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada nas seis principais regiões metropolitanas do País: São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e divulgada nesta quinta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Renda por região

Se comparada a março, houve recuperação na renda em Recife (0,9%), Belo Horizonte (1,4%) e São Paulo (1,5%). Já Salvador (-4,1%), Rio de Janeiro (-1,0%) e Porto Alegre (-0,7) apresentaram queda no rendimento mensal.

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Em 12 meses, o salário médio da população ocupada cresceu em todas as regiões pesquisadas: Recife (6,4%), Salvador (2,0%), Porto Alegre (4,1%), São Paulo (7,5%), Rio de Janeiro (2,4%) e Belo Horizonte (2,1%).

Renda de informais e sem carteira assinada subiu

Na comparação entre março e abril, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria subiu 2,1%, chegando a R$ 805,60. No confronto com abril de 2005, essa alta chegou a 6,7%.

Os empregados do setor privado sem registro em carteira tiveram uma alta de 1,6% no rendimento mensal no quarto mês do ano, quando comparado a março. A remuneração média deste trabalhador passou para R$ 656,90. Frente ao mesmo mês de 2005, houve uma recuperação de 5,5%.

Já para quem trabalhava no setor privado com carteira assinada, a variação mensal foi positiva em 1,0%. O rendimento médio desta classe passou para R$ 1.026,90 no mês passado. Na comparação com o mesmo período do ano passado, foi registrada uma variação ainda maior no rendimento: 5,3%.

Renda por atividade econômica

No que se refere aos grupamentos de atividade, o segmento da Indústria Extrativa de Transformação e Distribuição de eletricidade, gás e água apresentou uma variação salarial frente a março de 5,7%.

Também houve alta para os funcionários da construção (3,6%), de educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (2,2%) e de serviços domésticos (1,3%).

Já os rendimentos de quem trabalha com serviços prestados às empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação (-2,1%), comércio (-5,5%) e outros serviços (-0,4%) caíram no período analisado.

No confronto anual, o maior reajuste de salário foi concedido pela Indústria Extrativa, de Transformação e Distribuição de eletricidade, gás e água (7,1%).

Em seguida, aparecem serviços domésticos (6,1%), defesa e seguridade social (5,5%), atividades imobiliárias e intermediação (4,2%), reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e comércio a varejo de combustíveis (2,6%), construção (1,8%) e outros serviços (0,5%).