Renda do trabalhador brasileiro aumenta 1,2% em outubro, aponta IBGE

Média do montante recebido pelos empregados das seis principais capitais do País atingiu R$ 1.046,50

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SÃO PAULO – O rendimento médio real do trabalhador brasileiro cresceu 1,2% em outubro, na comparação com o mês anterior, passando para R$ 1.046,50. No confronto com o mesmo mês de 2005, o valor teve variação positiva de 5,4%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (23), fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País: São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Renda por região

Frente a setembro, houve recuperação na renda em quatro regiões: Salvador (1,3%), Rio de Janeiro (0,8%), Recife (5,3%) e São Paulo (1,4%). Já Belo Horizonte e Porto Alegre apresentaram estabilidade.

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Na comparação anual, o salário médio da população ocupada cresceu em todas as regiões analisadas: Recife (4,5%), São Paulo (7,0%), Salvador (5,6%), Rio de Janeiro (3,6%), Porto Alegre (3,9%) e Belo Horizonte (6,9%).

Autônomos, formais e informais

Na comparação entre setembro e outubro, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria avançou 2,0%, chegando a R$ 835,40. Frente ao décimo mês de 2005, houve alta de 1,6%.

Os salários dos empregados do setor privado sem registro cresceram 1,2% em outubro, no confronto com o mês anterior, atingindo R$ 708,20. Na comparação com o mesmo mês de 2005, houve uma recuperação de 7,5%.

Já para quem trabalhava no setor privado com carteira assinada, os rendimentos apresentaram recuo de 1,7% se comparados a setembro, ficando em R$ 1.031,20. Frente a outubro de 2005, foi registrada alta de 5,0%.

Renda por atividade econômica

No décimo mês do ano, houve aumento na renda dos funcionários de serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (4,6%); educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (2,1%) e outros serviços (0,6%).

Já os rendimentos das pessoas que trabalham com indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água caíram 1,1% no período analisado. Na construção, comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis e serviços domésticos houve estabilidade.

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No confronto anual, todos os segmentos tiveram reajuste positivo, com destaque para construção (14,3%); educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (8,4%); e indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (7,3%).