Renda do trabalhador brasileiro aumenta 0,6% em novembro, aponta IBGE

Houve recuperação na renda em três regiões do País: Recife (2,1%), São Paulo (2,2%) e Porto Alegre (0,7%)

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SÃO PAULO – O rendimento médio real do trabalhador brasileiro cresceu 0,6% em novembro, na comparação com o mês anterior, passando para R$ 1.056,60. No confronto com o mesmo mês de 2005, o valor teve variação positiva de 5,7%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (21), fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País: São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Renda por região

Frente a outubro, houve recuperação na renda em três regiões: Recife (2,1%), São Paulo (2,2%) e Porto Alegre (0,7%). Já Belo Horizonte apresentou estabilidade e Salvador e Rio de Janeiro, quedas de 1,4% e 2,2%, respectivamente.

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Na comparação anual, o salário médio da população ocupada cresceu em todas as regiões analisadas: Recife (11%), Belo Horizonte (7,2%), São Paulo (7,0%), Porto Alegre (6,8%), Salvador (3,6%) e Rio de Janeiro (2,2%).

Autônomos, formais e informais

Na comparação entre outubro e novembro, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria avançou 3,8%, chegando a R$ 838,22. Frente ao décimo primeiro mês de 2005, houve alta de 8,3%.

Os salários dos empregados do setor privado sem registro diminuíram 1,5% em novembro, no confronto com o mês anterior, atingindo R$ 699,90. Na comparação com o mesmo mês de 2005, houve uma recuperação de 2,0%.

Já para quem trabalhava no setor privado com carteira assinada, os rendimentos apresentaram alta de 0,7%, se comparados a outubro, ficando em R$ 1.042,40. Frente a novembro de 2005, foi registrada alta de 5,5%.

Renda por atividade econômica

No décimo primeiro mês do ano, houve aumento na renda dos funcionários da construção (1,3%); comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (2,0%); educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (2,2%); serviços domésticos (2,6%) e outros serviços (0,5%), na comparação com outubro.

Já os rendimentos das pessoas que trabalham com serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira caíram 1,4% no período analisado. Na indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água houve estabilidade.

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No confronto anual, todos os segmentos tiveram reajuste positivo, com destaque para serviços domésticos (9,1%); educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (8,1%); e outros serviços (7,8%).