Recursos Humanos: em cada parte do mundo, pontos de vista diferentes

Na AL, dois grandes desafios apontados foram "gerenciar equilíbrio entre trabalho e vida pessoal" e "gerenciar talentos"

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SÃO PAULO – Executivos de Recursos Humanos de cada parte do mundo tendem a ter prioridades diferentes, no que se refere ao planejamento estratégico da empresa. Essas diferenças podem ser explicadas pelas características econômicas, demográficas e culturais de cada região, de acordo com o estudo Creating People Advantage: How to address HR Challenges Worldwide Through 2015, realizado pela consultoria BCG (The Boston Consulting Group), em parceria com a World Federation of Personnel Management Associations.

Por exemplo, na América do Norte, eles elegeram como atividades que serão importantes no futuro “gerenciar talentos”, “gerenciar aspectos demográficos”, “otimizar o desenvolvimento da liderança”, “gerenciar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal” e “transformar o Recursos Humanos em um parceiro estratégico da empresa”.

Já os dois grandes desafios apontados pelos entrevistados da América Latina foram “gerenciar o equilíbrio entre trabalho e a vida pessoal” e “gerenciar talentos”.

Outras regiões

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Já na África, os executivos identificaram “gerenciar talentos”, “gerenciar equilíbrio entre trabalho e vida pessoal”, “gerenciar a globalização” e “gerenciar a diversidade” como prioridades futuras.

Na Ásia emergente, região que abrange as economias chinesa e indiana, as respostas foram: “gerenciar talentos”, “otimizar o desenvolvimento da liderança”, “tornar-se uma organização voltada ao aprendizado” e “gerenciar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal”.

Na Ásia estabelecida, por sua vez, que é formada por países como Japão, Cingapura e Coréia do Sul, as respostas foram: “gerenciar talentos”, “otimizar o desenvolvimento de liderança” e “gerenciar a globalização”.

Por fim, na região do Pacífico, os executivos nomearam como prioridades “gerenciar talentos”, “otimizar o desenvolvimento de liderança”, “gerenciar aspectos demográficos” e “gerenciar mudanças e transformações culturais”.

Entenda cada prioridade

Veja o que significa cada prioridade eleita pelos executivos de RH:

  • Gerenciar talentos: atrair, desenvolver e reter todos os indivíduos com alto potencial, independentemente do nível hierárquico em que se encontram;
  • Desenvolver a capacidade de liderança: item decisivo para promover o bom desempenho. Os líderes devem personificar a missão e os objetivos da empresa, servir como modelos de comportamento e se responsabilizarem pelo engajamento da equipe;
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  • Gerenciar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional: diz respeito aos fatores não financeiros que satisfazem o profissional, como os acordos que flexibilizam o trabalho;
  • Gerenciar aspectos demográficos: com o envelhecimento da força de trabalho nas economias desenvolvidas, as empresas precisam gerenciar dois riscos, o de perder competências e conhecimento, devido à aposentadoria dos profissionais, e o de perder produtividade, resultado do envelhecimento físico e mental das pessoas;
  • Gerenciar mudanças e transformações culturais: quesito fundamental em processos de importantes mudanças estruturais, tais como de fusão e aquisição. Com a rapidez das transformações nas empresas, gerenciá-las efetivamente tornou-se uma competência importante, especialmente para empresas de setores dinâmicos, como bens de consumo e tecnologia;
  • Gerenciar a globalização/ internacionalização: um dos principais desafios do RH, em um processo de internacionalização, é assegurar que as pessoas certas estarão nas regiões certas;
  • Tornar-se uma empresa voltada ao aprendizado: trata-se de uma vantagem competitiva, em um mercado dominado pela inovação e pelas mudanças rápidas. Mas criar esta vantagem requer um planejamento cuidadoso, que assegure que cada pessoa esteja sendo adequadamente treinada;
  • Transformar o RH em um parceiro estratégico: enquanto muitos executivos de Recursos Humanos afirmaram que suas empresas são eficientes neste tópico e reconheceram igualmente sua importância para o futuro, executivos que trabalham fora do departamento reclamam que o RH ainda precisa melhorar, para agregar valor ao negócio.

Sobre a pesquisa

O estudo foi realizado com 4.471 executivos de RH e de outras áreas em 83 países. O levantamento colheu a opinião desses profissionais sobre 17 tópicos ligados à gestão de Recursos Humanos.