Desemprego

Recolocação no mercado de trabalho pode levar até 8 meses; em 2011, levava apenas 1

Em 2011, apenas cinco anos atrás, quando a taxa de desemprego ainda era de 6% - a menor da história –, a média de tempo para recolocação no mercado de trabalho era de 1 mês

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SÃO PAULO – Um dos maiores efeitos da crise econômica pela qual o Brasil passa é o desemprego: segundo a Pesquisa Mensal do Emprego feita pelo IBGE, a taxa de pessoas desempregadas cresceu de 6,9% em dezembro para 7,6% em janeiro.

Além do desemprego, o que também preocupa os brasileiros é a recolocação no mercado, que, segundo estimativa realizada pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), deve levar cerca de oito meses.

O levantamento foi feito com base em novos dados do IBGE sobre o desemprego, cuja taxa avançou mais de 2 pontos percentuais em 2015 – um total de 1,7 milhão de pessoas desempregadas no final do ano. Em 2014, esse número era 42,5% menor.

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Em 2011, apenas cinco anos atrás, quando a taxa de desemprego ainda era de 6% – a menor da história –, a média de tempo para recolocação no mercado de trabalho era de 1 mês, segundo pesquisa realizada na época pelo portal Curriculum. A pesquisa também apontou que, cinco anos atrás, tanto pessoas que recebiam salários entre R$ 5 mil e R$ 10 mil quanto maior que R$ 10 mil conseguiam encontrar um novo emprego em 30 dias.

Opinião de especialistas
Para a economista e conselheira do COFECON (Conselho Federal de Economia), Celina Ramalho, o tempo levado para recolocação no mercado de trabalho pode chegar a aumentar até o final do ano.

“Em 2011, nós tínhamos um impulso da economia que conseguia atender às necessidades de quase todo o contingente da PEA, mas ao decorrer dessa crise atual isso foi se agravando”, explicou. A economista apontou que, para a continuidade do crescimento econômico esperada, é preciso observar a questão estrutural – ou seja: descobrir quais são os meios existentes para absorver esse contingente da população.

Previsões
Sobre as demissões e cortes de empregos que as empresas têm feito, a economista acredita que essa é uma tendência que vai continuar até o final do ano.

A previsão do Pnad é de que até o final do ano a taxa de desemprego suba dos 7,6% para mais de 10% – e, nesse caso, o tempo necessário para encontrar outro deve aumentar.