Realidade nas empresas brasileiras, cochilo após almoço deve ser bem dosado

Companhias devem estabelecer regras entre os seus funcionários para que não haja perda de foco e de produtividade

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SÃO PAULO – A prática do cochilo após o almoço já se tornou realidade em algumas empresas brasileiras. Contudo, para não perder foco e produtividade, as companhias devem estabelecer regras entre os seus funcionários.

Para o especialista em carreiras e diretor-geral da Trabalhando.com no Brasil, Renato Grinberg, é importante ter bom senso. “Cochilos irregulares podem prejudicar o sono noturno, provocando um cansaço crônico, que irá gerar um distúrbio de foco no trabalho, ou seja, não adianta aproveitar esta pausa para colocar o sono em dia. Esse momento é para um breve descanso”, afirma o executivo.

A duração ideal do descanso, avalia o consultor, deve ser de 20 minutos a 40 minutos, acordado entre ambas as partes – empresa e funcionário. “Abusos poderão ser vistos como falta de comprometimento, gerando prejuízos à imagem do profissional. Por isso, toda atenção é necessária”, alerta o executivo.

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Produção
O especialista em gerenciamento inteligente do tempo e CEO da Triad PS, Christian Barbosa, entende que a preocupação com o sono não se limita apenas à falta de concentração do profissional.

“É ótimo tirar uma soneca no meio do expediente, principalmente à tarde, período em que ficamos mais exaustos. Mas é preciso ficar atento para não abusar do tempo e, ao invés de ganhar produtividade, perdê-la”, avalia.

O cochilo durante o expediente, defende Barbosa, deve ser planejado. “Você deve anotar na sua agenda esse compromisso com você mesmo e não deixar de cumpri-lo com periodicidade”.

Bons sonhos
Grinberg sustenta que a “soneca” é ainda mais essencial para os profissionais que têm dupla jornada, entre trabalho e faculdade, e ainda melhor para os líderes de cada equipe.

“Se você aproveitar esse benefício da maneira correta, provavelmente terá um estímulo a mais para atingir as metas da empresa e contribuir para a evolução da sua carreira nesta instituição”, conclui o diretor.