AO VIVO Analista Charlles Nader explica estratégia para ter consistência na Bolsa

Analista Charlles Nader explica estratégia para ter consistência na Bolsa

Quer treinar sua equipe de trabalho? Experimente uma banda de jazz

Músico Daniel Maudonnet propõe solução em treinamento através de ações que envolvem a música e a integração de equipes

SÃO PAULO – O que uma banda de jazz e um ambiente corporativo tem em comum? Para o músico e palestrante em corporações, Daniel Maudonnet, a união entre as duas questões é uma boa oportunidade de trazer lições sobre equipes, pessoas, organizações e desempenho dentro do ambiente de trabalho.

Ele é responsável por um projeto que leva a música como forma de integrar equipes e melhorar o desempenho dos profissionais, contribuindo com conceitos de improvisação e trabalho conjunto. “Somos um quarteto, com bateria, piano, saxofone e contrabaixo. Tocamos músicas e, a partir daí, mostramos como funciona, digamos, o ‘organograma’ da banda, onde a divisão de funções contribui para atender aos requisitos de ritmo, melodia e harmonia, e onde cada instrumento tem o seu papel de destaque para chegar no resultado ideal”, conta.

E é assim, fazendo relações entre os pequenos detalhes e funcionalidades do grupo com as próprias relações de trabalho e gestão dentro das organizações, que Daniel constrói sua apresentação. “Também mostramos que temos um planejamento para executar cada música, mas que cada apresentação implica em criatividade e risco, ou seja, temos um planejamento prévio, mas cada vez que tocamos temos a liberdade para criar em cima das músicas. Eu tenho que saber o que devo fazer, mas estar consciente de que o planejamento pode ser alterado a qualquer momento para dar o melhor rumo possível para a situação”, analisa.

Sem repetir
Por isso, se você já acompanhou uma apresentação do grupo, provavelmente não vai se entediar ao repetir a experiência. “Cada apresentação, palestra, treinamento é uma nova experiência. Qualquer jazzista quer fazer melhor ou diferente do que fez a última vez, e nosso objetivo é criar um ambiente favorável para a criatividade, fazer com que a informação seja transmitida para o público de uma forma que, além de despertar sua atenção, incentive sua participação”, comenta Maudonnet.

E é justamente essa flexibilidade, e a possibilidade de que algo de diferente ocorra a qualquer momento, que é trazida como contribuição nos treinamentos. “Sempre existe um risco de que a situação não seja exatamente como nós esperamos, nesse caso você tem que saber driblar as surpresas, ter uma fluidez maior na comunicação e reverter o que seria um problema em uma solução”, defende o músico.

Os treinamentos ou palestras regadas ao jazz já ocorreram em diferentes segmentos de atividade, como bancos, associações comerciais, indústrias farmacêutica e automobilística. Nas palestras ou treinamentos, o público é convidado a interagir, cantar junto, participar do ritmo, tocar piano com Maudonnet, improvisar na cantoria, sugerir músicas e participar das discussões.

Maior procura
Trabalhando com esta prática desde 2005, Maudonnet acredita que a ideia de um treinamento diferente é que está ajudando seu serviço inovador a ser demandado por cada vez mais empresas. “Eu acredito que as empresas dedicam muito tempo a treinamentos teóricos e isso não tem o mesmo impacto na assimilação de conhecimentos do que a transmissão de conhecimento através da arte, por exemplo. Sem falar da contribuição cultural que a empresa está dando ao funcionário, incentivando o rompimento de barreiras, a sociabilidade e a integração”, analisa o músico.

“Em um treinamento que fizemos em um banco, recentemente, fomos os últimos a falar em um dia inteiro de atividades. Um funcionário nos abordou para comentar que tínhamos resumido, sem o peso das palestras, os ensinamentos de todo o dia”, exalta Maudonnet.