Dados

Quem sofre mais as consequências do desemprego no país, segundo o Ipea

Maiores perdas acumuladas foram dos grupos que tendem a ter desemprego mais elevado; entretanto a maior variação ficou com o grupo populacional que tem o menor nível de desemprego

Pessoa desempregada
Desemprego. Fonte: Shutterstock

SÃO PAULO – Nesta terça-feira, 20 de setembro, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou a Carta de Conjuntura 32, com uma análise da situação de desemprego no Brasil. De acordo com a carta, que se baseia em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), as maiores perdas acumuladas desde o início de 2015 foram dos grupos que tendem a ter desemprego mais elevado; entretanto a maior taxa de variação ficou com o grupo populacional que tem o menor nível de desemprego (pessoas com mais de 59 anos).

Dentro desse último grupo, a variação da taxa de desemprego foi de 132% entre o último trimestre de 2014 – antes de o desemprego começar a subir – e o segundo trimestre de 2016. A variação contabilizada apenas neste ano foi de 44%, passando de 3,29% no primeiro trimestre para 4,75% no segundo.

“Com o leve aumento do desemprego no grupo etário entre 14 e 24 anos no 2° trimestre e a contínua deterioração nos grupos mais velhos, na comparação com o 4º trimestre de 2014 o desemprego subiu 75% para os jovens e 90% para os adultos”, continua a descrição do documento.

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A Carta mostra ainda que a região Sul viu a maior variação da taxa de desemprego no período analisado, subindo 113%. Na região Norte foram 65% e no Nordeste foram 60%.

Causas

Assinada por Sandro Sacchet de Carvalho, a carta mostra que o aumento do desemprego foi causado majoritariamente pela queda da população ocupada – ou seja, reduziu-se a contribuição do aumento da população economicamente ativa (PEA).

“Por outro lado, o aumento do desemprego não tem sido ainda mais intenso porque muitos trabalhadores têm tomado a iniciativa de se tornarem trabalhadores por conta própria. A queda do número de trabalhadores formais (e também de empregados sem carteira) está sendo mais forte que a de ocupados, tendência que continuou sendo observada no segundo trimestre deste ano”, escreve o especialista.

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