dentro do campo

Que tipo de técnico você é na empresa? Veja 6 estilos de liderança dos técnicos da Copa

A Page Personnel listou o perfil de liderança de técnicos como Felipão, Del Bosque, Alejandro Sabella, e comparou com o estilo de gestão do mundo corporativo

SÃO PAULO – Futebol e o mundo corporativo podem ter mais semelhanças do que você imagina. Assim como dos donos de empresas, os técnicos também têm suas características de liderança para comandar os jogadores.

Pensando nisso, a empresa de recrutamento especializado, Page Personnel, listou o perfil de liderança dos técnicos das seleções que participarão da Copa do Mundo e comparou com o estilo de gestão do mundo corporativo.

“Os técnicos de futebol e os gerentes das companhias adotam seu estilo de gestão. Para os técnicos, o objetivo dessa liderança é manter sua equipe motivada para conquistar títulos. Nas empresas, os gestores buscam mantersua liderança na equipe para conquistarem metas estabelecidas pela empresa” explica o gerente executivo da Page Personnel, Ricardo Haag.

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Luiz Felipe Scolari (Felipão) – Técnico do Brasil
O técnico do Brasil, Luiz Felipe Scolari, possui um estilo bem agregador e gosta de eleger pessoas de confiança para as posições-chave de sua equipe. Tem total firmeza ao estabelecer objetivos e metas, além de ter empatia por jogadores que, de fato, seguem seus comandos e jogam pela equipe.

O estilo Felipão se assemelha muito à liderança motivacional. É do tipo de gestor que gosta de cobrar a equipe, mas também de estar bem próximo aos seus subordinados.O bom ambiente de trabalho é uma das premissas no trabalho. Exerce uma pressão psicológica positiva nos funcionários.

Vicente Del Bosque – Técnico da Espanha
O treinador da seleção espanhola tem o perfil do líder discreto e conciliador. Com esse estilo, mantém a estabilidade em um vestiário marcado muitas vezes pela rivalidade entre madrilenhos e catalães. Fiel à essência do toque de bola que marca esta geração histórica, o técnico retoca e renova o grupo com jovens talentos que asseguram uma evolução tranquila rumo ao futuro.

O técnico espanhol Del Bosque adota o estilo de liderança democrática ou participativa. Os membros da equipe são incentivados a contribuir no processo de decisão. Isto não só aumenta a satisfação do time, como desenvolve uma consciência de conjunto que estimula a evolução dos liderados formando sucessores e gerando maior engajamento.

Óscar Tabárez – Técnico do Uruguai
O apelido de maestro descreve perfeitamente a personalidade de Óscar Washington Tabárez, treinador da seleção uruguaia. Com um perfil bem reflexivo e sereno, exerce a sua liderança com convicções fortes e ideias claras.

Óscar Tabárez se assemelha ao estilo de liderança transformacional, contundente e objetiva. Esses líderes são muito visíveis e passam muito tempo se comunicando com suas equipes. Não lideram necessariamente na linha da frente e costumam delegar responsabilidade entre as pessoas.

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Jurgen Klinsmann – Técnico dos Estados Unidos
Conhecido por ser um adorador da disciplina técnica e tática, o alemão Jurgen Klinsmann, técnico da seleção americana de futebol, possui um estilo de liderança pautada no pragmatismo. Nas equipes que passou, sempre exigiu total obediência de seus comandados em relação aos conceitos táticos que adota em campo. Fiel ao estilo centralizador, Klinsmann deixou de convocado maior astro da seleção americana, Landon Donovan, o que acabou gerando uma insatisfação na torcida.

Klinsmann tem o perfil de liderança corporativista, pautada em métodos e técnicas bem definidos. Denota grande visão estratégica, alta energia para impor suas idéias e ritmo de trabalho.

Louis Van Gaal – Técnico da Holanda
Louis Van Gaal, treinador da seleção holandesa é conhecido por ser direto e disciplinador. Fiel aos seus métodos próprios, Van Gaal exige entrega total de seus comandados em treinos e, principalmente, nos jogos. O holandês tem personalidade forte, além de ser polêmico em algumas declarações. Essa mentalidade intransigente acaba não agradando a todos da equipe.

Alejandro Sabella – Técnico da Argentina
O técnico da seleção argentina, Alejandro Sabella, tem uma postura bem próxima dos jogadores de sua equipe. Considerado amigos dos jogadores, Sabella valoriza o bom ambiente no grupo e aposta que isso pode fazer o time portenho chegar longe no mundial no Brasil. Quem não for amigo ou próximo do treinador corre o risco de ficar de fora de seus planos. Carlitos Tevez, desafeto declarado, é o exemplo mais claro da postura e do modo de liderar do treinador, um dos nomes excluídos pelo comandante.

A liderança de Sabella é classificada pela expressão francesa Laissez Faire (deixar andar), pautada pela liberdade direcionada. Gosta de deixar os colegas prosseguir com o que fazem, sem muita interferência. Pode ser eficaz se o líder controlar o que é conseguido e der conhecimento disso à equipe de forma regular. Normalmente, a liderança laissez-faire funciona em equipes onde os indivíduos têm muita experiência e espírito de iniciativa.