Quase metade das empresas de SP já demitiram; outras 38% devem dispensar mais

Pretensão de demitir está presente em 41% das MPEs, 31% das médias e 38% das grandes, diz pesquisa

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SÃO PAULO – A crise mundial da economia mostrou seus sinais, no Brasil, em setembro de 2008. Desde então, 47% das indústrias do estado de São Paulo já promoveram demissões, que foram de, em média, 18,7% do quadro de funcionários.

Na análise por porte das organizações, 45% das micro e pequenas empresas, 51% das médias e 49% das grandes já promoveram demissões.

Os dados são de uma pesquisa da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) realizada entre 17 de fevereiro e 17 de março, que revelou ainda o fato de que 38% das empresas pretendem promover novos cortes de pessoal. Em média, elas planejam demitir 14,3% de seus colaboradores.

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A pretensão de demitir está presente em 41% das MPEs, 31% das médias e 38% das grandes.

Medidas contra a crise

Na avaliação de 43% das empresas, a utilização do acordo amplo de banco de horas como medida para reduzir os efeitos da crise sobre o nível de emprego evitaria, parcialmente, as demissões de, em média, 20% de seu quadro. Por outro lado, para 39% dos empresários, a medida não faria diferença alguma, ao passo que, do ponto de vista de 19%, ela evitaria completamente as dispensas.

No que se refere à utilização da antecipação de férias, 35% das empresas acreditam que isso evitaria apenas parcialmente as demissões de, em média, 19% de seu quadro. Outras 56% dizem que isso não evitaria os cortes. Somente 9% opinam que a medida seria totalmente efetiva.

Já a combinação entre redução da jornada de trabalho e dos salários evitaria, para 52% das empresas, parcialmente, as demissões de, em média, 23% de seu quadro. Para 27%, esta medida evitaria totalmente as dispensas e, para 22%, não faria diferença.

Com relação à utilização da suspensão temporária do contrato de trabalho, com qualificação dos trabalhadores e bolsa qualificação custeada pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), como medida para reduzir os efeitos da crise, 41% acreditam que ela não evitaria os cortes, 37% acham que a medida evitaria parcialmente e 22% apostam que evitaria totalmente.

Chance de corte nos salários

A conclusão do estudo foi a de que, caso seja necessário, 37% das empresas devem lançar mão da redução da jornada de trabalho associada da redução de salários; 28%, do acordo amplo de banco de horas; 22%, da antecipação de férias; e 13%, da suspensão temporária do contrato de trabalho com qualificação dos trabalhadores e bolsa qualificação custeada pelo FAT.

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A pesquisa foi realizada com 586 empresas de São Paulo, sendo que 61% das participantes eram micro ou pequenas, 29%, médias, e 10%, grandes.