Quase 50% das pessoas com deficiência querem ganhar entre R$ 1.501 e R$ 4.500

Segundo estudo, percentual é maior do que o apurado em 2011, quando 41,6% dos entrevistados tinham esta pretensão

SÃO PAULO – Neste ano, 49,2% das pessoas com deficiência têm pretensão salarial de R$ 1.501 a R$ 4.500, segundo revela a pesquisa “Pessoas com Deficiência: expectativas e percepções do mercado de trabalho”, realizada pelo i.Social.

De acordo com o estudo, este percentual é maior do que o apurado no ano passado, quando 41,6% dos entrevistados tinham esta pretensão salarial.

No que diz respeito à escolaridade, a pesquisa também apurou aumento de um ano para outro, sendo que, entre os entrevistados, ela passou de 49% em 2011 para 53% este ano. Apesar disso, no levantamento atual, apurou-se que há menos inserção destes profissionais no mercado de trabalho.

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“Atualmente, 38,5% dos pesquisados estão desempregados, enquanto que, no ano passado, eram 29,10% (…) Houve um importante decréscimo de PCDs [pessoas com deficiência] empregadas em cargos gerenciais (apenas 2% em 2012, contra 9% em 2011)”, diz a gerente de projetos da i.Social, Júlia Rosemberg.

Promoções
Ainda conforme o estudo da i.Social, três quartos dos entrevistados não receberam nenhuma promoção no último emprego, ainda que a maior parte deles esteja (ou ficou) há mais de um ano no atual emprego. Na opinião de Júlia, o fato denota que, “mesmo com um tempo relativo de emprego, essas pessoas não estão evoluindo dentro da empresa”.

Sobre as barreiras para a inclusão de profissionais com deficiência no mercado de trabalho, as mais citadas pelos entrevistados foram oportunidades ruins, foco exclusivo no cumprimento de cotas e poucas oportunidades.

Neste sentido, para melhorar as oportunidades, 31% dos pesquisados acreditam que deveria haver mais fiscalização da Lei de Cotas, ou seja, que a punição é o caminho mais eficaz para o cumprimento da legislação. Enquanto isso, 25% avaliaram que o aumento da porcentagem de pessoas com deficiência nas empresas seria uma saída e, 23% apontam o incentivo fiscal para as empresas contratantes.