Quais são os diferenciais que salvam um profissional do corte na empresa?

De acordo com coordenadora de Gestão de Carreiras da FIAP, um deles é mostrar compromisso com a empresa

SÃO PAULO – Não há dúvidas de que a crise provocará demissões no Brasil, em determinados setores. O que realmente causa questionamentos dentro das empresas é quem será cortado!

De acordo com a coordenadora da área de Gestão de Carreiras da Fiap, Janete Teixeira Dias, existem alguns pontos diferenciais que podem ajudar o profissional a saber se está na lista de corte dentro de sua empresa. Esses pontos têm a função de deixar a companhia em dúvida, na hora de realizar demissões.

“O comportamento do mercado de trabalho neste ano ainda parece uma incógnita. Se quiser manter o emprego, mostre que você é imprescindível para a empresa e justifique seu nome na folha de pagamento. Caso pretenda alçar novos voos, encha o peito de confiança e vá à luta”, afirmou a coordenadora.

Como?

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Confira abaixo os diferenciais que podem salvar o funcionário de um corte:

  • O funcionário demonstra, ao longo do tempo, seu compromisso com a instituição e com a realização de seu trabalho;
  • funcionário procura sempre aprimorar seu desempenho profissional;
  • Quando mostra interesse em realizar novos cursos, aprender novas tecnologias;
  • Quando contribui para a geração de um ambiente de trabalho harmonioso e desafiador, um ambiente de trabalho criativo e produtivo.

Nada de medo

De acordo com Janete, o importante é o profissional que quer se manter na companhia não demonstrar que tem medo, o que acaba gerando uma espécie de “profecia”, que termina por se realizar com sua demissão. Em vez disso, confie em seu talento e coloque suas melhores competências em prática.

Apesar disso, ela indica que o profissional deixe seu currículo atualizado. É importante, nesse momento, que o colaborador tenha ciência de suas reais perspectivas no mercado de trabalho. “Permanecer na empresa ou partir em busca de novos desafios são possibilidades que estão sempre presentes no dia a dia do trabalhador. É preciso que ele se aproprie da consciência de que permanecer no atual emprego também é uma escolha dele”, afirmou.