QI: como deve se comportar quem indica, quem é indicado e a empresa

"Quem indica tem responsabilidade. É sua palavra que irá valer", explica a diretora da Sec Talentos Humanos

SÃO PAULO – Indicar amigos, parentes ou conhecidos para postos de trabalho que foram abertos em sua empresa ou em qualquer outra empresa pode ser perigoso. Por isso, se você preza por sua reputação profissional, algumas coisas devem ser levadas em conta antes da indicação.

“Se a empresa não gostar da indicação apenas porque não é o perfil procurado, embora a pessoa tenha um bom currículo e boas referências, não há problema algum. Existe, sim, um problema, quando o contratante tem uma restrição quanto à personalidade do profissional indicado. Quem indica tem responsabilidade. É sua palavra que irá valer”, explica a diretora da Sec Talentos Humanos, Stefi Maerker.

É vital conhecer quem será indicado. Se for um amigo, é possível tirar conclusões por meio do convívio, mas, se for alguém com quem já trabalhou, avalie suas qualidades profissionais.

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De qualquer maneira, no caso de pessoas com quem nunca tenha trabalhado, é recomendável avisar que, apesar de ser seu amigo ou parente, não o conhece profissionalmente.

Boa indicação ajuda

Para a especialista, da mesma maneira que uma boa indicação pode fazer com que a pessoa que indicou cresça na empresa, uma vez que, na visão do líder, ela soube avaliar as necessidades daquele cargo, uma indicação ruim pode ser vista de forma extremamente negativa.

Agora, se o profissional indicado passar no processo seletivo, mas apresentar problemas posteriores, durante seu desenvolvimento, a culpa não é de quem indicou.

Como a empresa deve agir

É função do contratante não ser seduzido por uma indicação. “O responsável pelo recursos humanos precisa avaliar as competências daquele profissional de forma isenta. Quem seleciona necessita estar consciente de suas escolhas. Se a contratação tiver sido equivocada, a culpa não é de quem indicou, a não ser que ocorra algo muito grave em um curto espaço de tempo, como um roubo.”

Como o indicado deve agir

“Na entrevista de emprego, o profissional somente pode dizer que foi indicado para a vaga se o entrevistador perguntar”, analisa Stefi. “Geralmente, o RH sabe quem foi indicado e quem não foi, durante um processo seletivo.

Quando indicar

Mesmo que não saiba de nenhuma vaga aberta, caso o colaborador tenha intimidade com o chefe ou o responsável pelo recursos humanos, será que ele pode perguntar se poderá enviar o currículo de um amigo? “Caso a empresa não tenha interesse em indicações, simplesmente irá responder que não há vagas abertas naquele momento”, opina Stefi.

“Caso tenha conhecimento de uma vaga que está em aberto, diga que conhece uma pessoa com o perfil procurado. No entanto, não é aconselhável fazer isso quando não há intimidade suficiente com o líder da equipe ou o responsável pelo RH”, explica.

“A sensação de poder ajudar alguém é muito gostosa. Quer dizer, se você conhece uma pessoa que é competente e está procurando emprego e, ao mesmo tempo, fica sabendo de uma vaga com o perfil dela, indique. Todos ficarão agradecidos. Para a empresa, inclusive, poderá ‘cair como uma luva'”, completa.