Profissional: São Paulo está entre cidades mais caras do mundo para estrangeiros

Pesquisa de Custo de Vida de 2012 coloca São Paulo e Rio de Janeiro como cidades mais caras da América Latina

SÃO PAULO – Pesquisa mundial sobre custo de vida revelou que Tóquio, no Japão é a cidade mais cara do mundo para expatriados. São Paulo, por sua vez, é a décima segunda cidade mais cara, seguida pelo Rio de Janeiro, que está na 13° posição. Os expatriados são pessoas que residem de forma temporária em outro país, com finalidade profissional.

De acordo com a Pesquisa sobre Custo de Vida realizada pela Mercer em 2012, São Paulo caiu duas posições enquanto Rio de Janeiro caiu uma, comparando com o resultado do ano passado. O levantamento ainda indica que as duas cidades são as mais caras das Américas.

Principais custos
Em relação aos custos, a pesquisa mostrou que em São Paulo o aluguel de um apartamento de luxo com dois quartos não mobiliados sai, em média, por US$ 2.326,47. Em Tóquio, um imóvel com mesmo perfil custa US$ 4.847,69. Já em Luanda, Angola, a segunda cidade mais cara do mundo, o valor é de US$ 6.500,00.

PUBLICIDADE

O levantamento também analisou outros gastos, como o valor de uma xícara de café (com serviço incluso). Em São Paulo, o item sai por US$ 2,18, em Tóquio sai por US$ 8,29 e em Luanda, por US$ 3,9. Em Nova York, que se posiciona como a 33° cidade mais cara para expatriados, a xícara sai por US$ 4,40.

Ainda falando do Brasil, Brasília também entrou na lista da Mercer, posicionada na 45° posição. No ano passado, sua posição era 33°. Analisando apenas a América Latina, Brasília é a quarta cidade mais cara para os expatriados. Caracas, por sua vez, é a terceira. No ranking geral, a cidade venezuelana está na 29° posição.

No ranking geral, Buenos Aires, Argentina, ficou na 121° posição, subindo 38 posições, já que no ano passado era a 159° cidade mais cara do mundo. “Buenos Aires deu o maior salto na lista após forte inflação, que aumentou consideravelmente o custo dos produtos, bem como apresentou uma elevação no custo de acomodação”, aponta o relatório.

“As pressões inflacionárias continuaram fazendo com que algumas cidades sul-americanas subissem no ranking, ao passo que em algumas cidades da região, a desvalorização das moedas locais contribuiu para que elas ocupassem uma posição inferior”, pontuou Nathalie Constantin-Métral, responsável pelo ranking.