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Profissional precisa confiar em seus pares e na empresa para ser produtivo

Confiança se tornou mais relevante quando passamos de sociedade industrial para sociedade do conhecimento

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SÃO PAULO – Muitas empresas passaram a basear seus sistemas de gestão de pessoas na confiança. Trata-se de um ativo intangível de difícil cálculo, mas que se reflete claramente nos números das organizações: no crescimento da empresa, no faturamento e na redução do número de pessoas que se demitem.

A confiança se tornou mais relevante quando passamos de sociedade industrial para sociedade do conhecimento. Se, no passado, a ênfase da produtividade era nas economias de escala e na redução dos custos unitários, hoje o foco da produção está na aplicação intensiva do conhecimento, o que cria valor para a empresa.

O professor de gestão estratégica de pessoas da Fundação Dom Cabral e autor do livro “Confiança – o principal ativo intangível de uma empresa”, publicado pela editora Campus Elsevier, Marco Tulio Zanini, explica que a confiança está intimamente ligada à eficiência organizacional e à vantagem competitiva, principalmente quando a empresa necessita investir recursos a médio ou longo prazos para atingir um desempenho melhor.

Confiança e o contrato informal de trabalho

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Segundo Zanini, o contrato de trabalho escrito e formal que existe hoje nas empresas não é suficiente. “A relação de trabalho é uma relação informal e a qualidade desse relacionamento tem um custo para a empresa”, garante.

Quando um profissional acredita em seu superior, na diretoria e em seus colegas de trabalho, ele dá o melhor de si, porque tem perspectiva de futuro dentro da empresa. Em um ambiente de confiança, são criados pequenos e inúmeros núcleos de estratégias de inovação, uma vez que cada um direciona seus esforços e criatividade para melhorar a cada dia.

Não é difícil de entender. Quando se confia nas pessoas ao seu redor, se tem mais predisposição para cooperar e compartilhar as melhores idéias, sem medo de que alguém roube os méritos delas.

No fim das contas, trata-se de um sistema social, em que a motivação das pessoas é fortemente influenciada. Isso porque os profissionais possuem como objetivos não somente uma remuneração satisfatória ou oportunidades de crescimento profissional, mas também sentem uma profunda necessidade de pertencimento e reconhecimento dentro da sociedade em que interagem.

Os caminhos para a criação da confiança

Freqüentemente, profissionais fazem perguntas silenciosas como: a situação é justa? Estou sendo avaliado de forma correta? Posso confiar no meu chefe? E no meu colega? Quando se obtém respostas positivas para essas perguntas, cria-se um círculo virtuoso. “A pessoa chega à conclusão de que dificilmente alguém da empresa irá usurpar suas idéias e seu esforço, puxar seu tapete e ser avaliado de forma injusta e, então, a entrega de valor é alta”, explica Zanini.

Por outro lado, o professor alerta que a quebra de confiança se dá quando as relações são baseadas somente na lealdade pessoal ou no grau de amizade que o chefe tem com determinado subordinado, e não na justiça.

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“Quando o parâmetro de promoção e premiação é a lealdade de cada um para com o chefe, o senso de justiça é deixado de lado. É o fim da confiança. Cria-se um sentimento de paternalismo que não leva a empresa para a frente. Os bons vão embora, porque quem é bom quer mostrar que é bom e os que ficam são aqueles que dependem da proteção paternalista, e não necessariamente são os melhores”, finaliza Zanini.