Profissional: confira dicas de especialista para avaliar seu nível de inglês

Se você tem dificuldade de desenvolver as tarefas no trabalho, é sinal de que algo está errado, diz coordenadora do CNA

SÃO PAULO – Está com dificuldade de cumprir as tarefas no trabalho que exigem domínio da língua inglesa? Não sabe se já é tempo de reciclar os conhecimentos que tem do idioma? Receberá a visita de um cliente estrangeiro e teme não conseguir se comunicar?

Inúmeras situações nos fazem questionar em qual nível de inglês, afinal, nos encontramos. Pensando nisso, a coordenadora de ensino de cursos do CNA, Ana Lucia Carriel, deu algumas dicas para os profissionais.

Dicas

Em primeiro lugar, ela alerta que, se o profissional tem dificuldade de desenvolver as tarefas no trabalho, é sinal de que algo está errado. A primeira recomendação é procurar uma escola de idiomas e pedir para fazer um teste de nível. Segundo ela, geralmente, as escolas oferecem esse teste gratuitamente e ninguém é obrigado a se matricular depois de realizá-lo.

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Existem ainda testes online. Alguns são pagos, outros não. O problema desses testes é que se limitam à escrita e a parte oral não é avaliada. “Testes desse tipo são bem genéricos e simples”, opina.

Exames internacionais

Há ainda aqueles testes mais formais, os exames internacionais. Apesar de serem pagos, o bom deles é que enriquecem o currículo, pois constituem parâmetros internacionais. Ana Lucia explica que os mais reconhecidos são os de Cambridge e o TOEFL (Test of English as a Foreign Language).

O Toefl é usado nas universidades dos Estados Unidos e do Canadá. Ele avalia as habilidades quanto ao inglês norte-americano. É indicado, portanto, para quem pensa em estudar no exterior. Dependendo do estágio, avalia a leitura, redação e a habilidade de falar em inglês.

Já os de Cambridge abrem portas para universidades do Reino Unido, EUA, Austrália e Nova Zelândia. Eles não têm prazo de validade e avaliam o conhecimento em produção escrita, compreensão e expressão oral. São cinco: KET, PET, FCE, CAE e CPE, sendo que este último é um teste de proficiência, com alto grau de dificuldade.

Existem ainda as opções Toeic (Test of English for International Communication), que é referência para muitas empresas, e Ielts (Internacional English Language Testing System).

Comunicação

Outro indicativo de que talvez seja hora de uma reciclagem é a dificuldade de se fazer entender em inglês. Como, por exemplo, em um jantar com clientes estrangeiros, em que as pessoas pedem para você repetir várias vezes o que fala. “Quando a comunicação fica difícil, o trabalho é prejudicado”, avisa.

Por fim, a coordenadora lembra que ver filmes e ler livros, revistas e jornais não são parâmetros para avaliar o nível do inglês, uma vez que contam com recurso visual que facilitam a compreensão. “Mas como forma de aprimoramento essas ferramentas são, com certeza, válidas. Aliás, a internet oferece muito recursos nesse sentido. Profissionais da área financeira, por exemplo, podem exercitar lendo relatórios financeiros em inglês”.

O importante mesmo é não desanimar e ter um objetivo definido. Outra recomendação é manter-se atualizado. “Com o tempo, é normal que as pessoas regridam quanto ao conhecimento do inglês, mas esse nível nunca é zerado”.