Profissionais tecnólogos e graduados competem de maneira igual por uma vaga

A escolha do profissional vai muito além do tipo de curso, os empregadores estão de olho nas comportamento do candidato

SÃO PAULO – Em algumas áreas, como Administração, TI (Tecnologia da Informação), Comunicação, entre outros, existem os cursos de graduação e os tecnólogos. Como ambos dão título de Ensino Superior, os profissionais graduados e tecnólogos podem concorrer à mesma vaga durante um processo seletivo.

Quem faz um curso de tecnólogo tem uma formação mais prática, enquanto quem opta pela graduação, além da prática, adquire o conhecimento teórico. Mas afinal, qual profissional leva vantagem ao concorrer a um posto?

Para as especialistas ouvidas pelo Portal InfoMoney, eles competem de maneira igual entre si. A coordenadora da Foco Talentos, Adriana Roggieri, explica que a análise do profissional vai muito além disso.

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“Muitas vezes o aluno do curso tecnólogo pode ser mais esforçado do que o estudante da graduação. Isso porque, como o curso tem menor duração, ele corre atrás do que faltou”, explica a coordenadora da Foco Talentos, Adriana Roggieri.

Qualificação
Este correr atrás é percebido pelos recrutadores por meio de outros cursos complementares, como de expansão, Pós-Graduação ou até mesmo curso de idiomas.

A mesma opinião é compartilhada pela coordenadora de Consultoria da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Jozete Costa Bezerra. A especialista acrescenta que independentemente do tecnólogo ou da graduação, o mercado emprega aquele que se empenha mais.

Mas a qualificação não basta. Os empregadores estão de olho na experiência do profissional e, principalmente, nas competências comportamentais. “É um conjunto de fatores. Não tem regra”, reforça Adriana.

Cursos tecnólogos reconhecidos
Jozete ressalta ainda que os profissionais competem igualmente quando os cursos tecnólogos são reconhecidos pelo mercado. Ela explica que em algumas regiões do Brasil, alguns cursos tecnólogos não são bem vistos pelos empregadores porque deixam a desejar.

“Os cursos de São Paulo, por exemplo, são bem valorizados, mas em Salvador alguns não são tão reconhecidos. Isso impacta diretamente no processo de seleção”.

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Por fim, a especialista explica que a formação tecnóloga surgiu para aprimorar os profissionais que já atuavam no mercado, mas não tinham o diploma do Ensino Superior. Atualmente, este tipo de curso é uma das maneiras de suprir a necessidade de mão de obra capacitada pelo mercado de trabalho.