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SÃO PAULO – Profissionais do mundo todo reconhecem a experiência profissional como elemento fundamental para o sucesso na carreira. Neste sentido, um estudo elaborado pela Kelly Services, empresa global de consultoria, mostrou que 80% dos 97 mil profissionais entrevistados do mundo todo entendem que a experiência é o componente mais importante para o progresso da carreira. Outros 18% apontaram a educação formal como fator primordial nesse desenvolvimento.
De acordo com a consultora da BS Consultores, Maria Helena, a experiência profissional é considerada tão importante hoje principalmente por ser o elemento de diferenciação entre os profissionais. “A educação continua sendo muito importante, no entanto, como todo mundo tem graduação, serão as experiências profissionais que vão destacá-los”, observa Maria Helena.
As vivências corporativas acumuladas pelas pessoas são responsáveis por desenvolver suas competências e habilidades. Conforme pontua o coaching Robson Martins, membro da Sociedade Brasileira de Coaching, os profissionais só aprendem a fazer bem um determinado trabalho quando vão para prática. “O conhecimento e a graduação são pré-requisitos, ou seja, as empresas já esperam que você tenha”.
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Martins lembra alguns dos mais disputados processos de trainees do País. Esses processos já estipulam como pré-requisito a formação em universidades renomadas e o conhecimento de línguas, logo, os fatores que vão diferenciar os candidatos serão suas experiências anteriores e, consequentemente, o quanto já desenvolveram e aperfeiçoaram suas habilidades e competências no mercado de trabalho.
Competência e habilidades
A pesquisa também se propôs a entender o quanto os profissionais valorizam o aperfeiçoamento de suas competências e habilidades. Cerca de 60% de todos os entrevistados afirmaram que, para ter um desempenho favorável ao longo da carreira, é imprescindível investir em qualificação e aprimorar as habilidades.
Em uma análise mais detalhada, é possível observar que, entre as diferentes gerações, a importância dada para essa questão varia. Dos que pertencem à geração mais antiga, classificada como baby boomers, 55% afirmaram que é importante o investimento nas habilidades para progredir na carreira. Esse mesmo fator mostra-se cada vez mais relevante para as gerações seguintes.
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Dos entrevistados da geração X, 60% se importam com as competências e habilidades e, entre os da geração Y, o percentual com a mesma opinião chega a 64%. Maria Helena explica que essa diferença nada mais é do que um reflexo da nova dinâmica do mercado de trabalho.
“Antigamente a empresa era a grande responsável por desenvolver os profissionais, agora, as pessoas estão entendendo que estão por conta própria”, observa Maria Helena. Um dos fatores que podem comprovar essa realidade é o aumento de pessoas interessadas em cursos de especialização e mesmo em sessões de coaching, que direcionam os profissionais a trabalharem suas competências, afirma Maria.
Vontade de crescer
Quando o assunto é alcançar cargos cada vez melhores e posições cada vez mais altas, existe uma sensível diferença entre as gerações. A pesquisa constatou que 80% dos entrevistados pertencentes à geração Y aspiram a cargos executivos. O volume é relativamente superior aos 72% da geração X que compartilham o mesmo desejo. No caso da geração baby boomers, somente 54% desejam subir.
A explicação para esse quadro também está fortemente ligada à realidade de cada geração e, principalmente, à faixa etária de cada uma. O objetivo dos profissionais das gerações mais antigas não é crescer, sobretudo por já estarem um momento mais estável e definido de suas carreias. Os profissionais da geração Y, por sua vez, estão no início da carreira e ainda têm um longo futuro profissional pela frente, e, portanto, colocam o sucesso como meta.
Martins ainda observa outro elemento que diferencia essas gerações: a paciência. Atualmente vem se observando que as gerações mais recentes não possuem a mesma paciência para desenvolver suas carreiras como as gerações anteriores possuíam. Para alcançar uma posição de destaque, são necessários anos de experiência e os novos profissionais que não vislumbram oportunidades de crescimento dentro das empresas que trabalham estão cada vez mais propensos a mudar de empresas.