AO VIVO Analista Charlles Nader explica estratégia para ter consistência na Bolsa

Analista Charlles Nader explica estratégia para ter consistência na Bolsa

Profissionais menos qualificados são mais atingidos pela crise mundial

Afirmação é do diretor do Departamento de Políticas de Trabalho e Emprego para a Juventude do MTE

SÃO PAULO – A crise econômica mundial afetará mais os trabalhadores que têm pouca ou nenhuma qualificação profissional, independentemente da idade.

A declaração foi dada pelo diretor do Departamento de Políticas de Trabalho e Emprego para a Juventude do Ministério do Trabalho e Emprego, Renato Ludwig de Souza, em entrevista à Agência Brasil e à TV Brasil.

No entanto, ele fez uma ressalva: apesar de os mais atingidos serem os que possuem menos qualificação, o fato de os jovens serem a maioria da população brasileira – há 55 milhões de pessoas no País com idades entre 16 anos e 29 anos, segundo dados da Secretaria Nacional de Juventude – pode fazer com que, numericamente, eles sejam mais atingidos.

“Por serem, numericamente, quase a metade da população [economicamente ativa], é claro que é o grupo mais atingido, mas, proporcionalmente, acho que a tendência é de estabilidade, sem muita discrepância entre jovens e adultos”. Ele disse ainda que, pela crise atingir muito o setor de Serviços, os jovens acabam sendo mais afetados.

Capacitação de jovens

Segundo o diretor, o MTE fechou, em dezembro último, a meta de capacitar 180 mil jovens este ano, já levando em conta a crise mundial. Ele espera que 30% desse contingente já sejam inseridos no mercado de trabalho ainda em 2009.

Os projetos de capacitação são apresentados por estados e municípios de acordo com a previsão de aumento na oferta de emprego em áreas específicas. Com isso, os projetos de capacitação do ministério devem seguir a demanda de cada região, que “varia muito de estado para estado, ou de município para município”.

Por fim, Ludwig disse acreditar que o momento crítico da crise, com relação ao emprego, foi no começo do ano e que, com o início das atividades econômicas, as empresas do País devem retomar a trajetória de crescimento.